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Tapioca e intolerância ao glúten: saiba como surgiu essa relação!

A tapioca é livre de glúten, substância que pode causar sintomas desagradáveis. Saiba mais sobre a relação entre tapioca e intolerância ao glúten.

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A tapioca e a intolerância ao glúten são grandes aliados pois a farinha feita da mandioca não possui a proteína em sua composição, como o trigo. FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 29/03/2017 às 12:56
Atualizado às 13:40

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Você já ouviu falar em intolerância ao glúten? Algumas pessoas apresentam esse problema e, por isso, precisam adaptar seu cardápio, consumindo alimentos livres da substância. É o caso da tapioca, que pode ser ingerida sem medo por quem possui a doença celíaca. “Alguns indivíduos, que não são celíacos, parecem realmente se beneficiar com a retirada do glúten, sentindo-se menos inchadas e emagrecendo. É o que os especialistas no assunto chamam de sensibilidade ao glúten na ausência da doença celíaca”, afirma a nutricionista Carol Arbache. A seguir, veja mais sobre a relação entre tapioca e intolerância ao glúten!

Saiba mais sobre a tapioca e a intolerância ao glúten

A tapioca e a intolerância ao glúten são grandes aliados, pois a farinha feita da mandioca não possui essa proteína em sua composição. FOTO: Shutterstock.com

Afinal, o que é glúten?

Muita gente não sabe do que se trata, embora imagine ser algo nocivo, uma vez que o número de famosas e adeptos da boa forma que afirmam ter emagrecido ao dispensarem esse elemento é grande. “O glúten é a principal proteína presente no trigo, centeio, aveia, cevada e malte, que é um subproduto da cevada. Todos os cereais amplamente utilizados na composição de alimentos, medicamentos e bebidas industrializadas, assim como cosméticos e outros produtos não ingeríveis”, explica a nutricionista Clarissa Uezima.

Essa proteína é composta pela gliadina, responsável por sua extensibilidade, e pela glutadina, que garante a elasticidade. Graças a essas substâncias, a mistura de farinha com água, em ação juntamente com o fermento, permite que a massa fique porosa e seja preenchida com bolhas de ar quando alimentos são preparados assados. É o que vemos, principalmente, em bolos, pães e massas, como as de pizza e de macarrão.

Tapioca, por favor!

Por ter se tornado mais popular atualmente, esse alimento é uma boa opção para os celíacos (justamente por não ter a proteína em sua composição). Além disso, também pode ser consumida por outras pessoas que não desejam ingerir o glúten ou que buscam a perda de peso, uma vez que não possui gordura, sódio e outros elementos prejudiciais à saúde.

A única ressalva é que a tapioca contém índice glicêmico alto, portanto, é importante saber combiná-la. “Se for prepará-la em casa, você pode acrescentar alguma fonte de fibra junto da massa, por exemplo, semente de chia ou farinha de coco. E, é claro, opte por recheios saudáveis, fonte de proteína, gorduras boas e fibras, como o ovo mexido, tofu, frango, atum, manteiga de amendoim integral, abacate e frutas”, explica Carol.

Problema sério!

O glúten, que passa despercebido na alimentação de muita gente, pode causar alguns problemas quando se descobre ser portador da doença celíaca, distúrbio que impede a digestão correta da substância e, por isso, certas pessoas acabam sofrendo com sintomas desagradáveis. “Estima-se que 1% da população mundial tenha doença celíaca, causada por uma reação alérgica grave ao glúten; já outros 10% da população podem apresentar reações do sistema imunológico intestinal por causa dele”, comenta a médica ortomolecular Luciana Granja

“Na prática clínica, podemos observar que existem pessoas que claramente se beneficiam muito com a retirada do glúten, além de perder peso, melhoram outros aspectos”, Carol Arbache, nutricionista

Texto: Larissa Tomazini

Consultoria: Carol Arbache e Clarissa Uezima, nutricionistas; Luciana Granja, médica ortomolecular; Tamara Mazaracki, nutróloga e médica ortomolecular

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