Soja: quem sofre distúrbios da tireoide pode consumir? Fique por dentro

Descubra mais sobre a relação entre a soja e os distúrbios da tireoide. Fique por dentro do que acontece no organismo ao consumir o alimento.

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FOTO: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 02/11/2016 às 12:14
Atualizado às 11:54

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Que a soja é fonte de vitaminas e minerais, não há como negar. Ela é recomendada, inclusive, para amenizar os sintomas da menopausa, já que contém isoflavonas, substâncias que agem de forma semelhante ao hormônio feminino estrogênio. E a tireoide, onde entra nessa história? Descubra a seguir!

hipo-hipertireoidismo

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Funcionamento prejudicado

Antes de tudo, é importante ressaltar que a soja é fonte de nutrientes importantes à saúde como as fibras, que são responsáveis pelo bom funcionamento do organismo. Entretanto, o mesmo alimento possui toxinas naturais (ou antinutrientes), incluindo os bociogênicos, que desaceleram o funcionamento da tireoide. “Os agentes bociogênicos são substâncias químicas de ocorrência natural que estão presentes em alguns alimentos. Eles podem interferir com a função tireoidiana de maneiras diferentes: alguns induzem a produção de anticorpos que reagem contra a glândula tireoide, outros interferem com a enzima responsável pela adição de iodo durante a produção de hormônios necessários para regular o metabolismo”, explica a nutróloga e médica ortomolecular Tamara Mazaracki.

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Em pessoas saudáveis, a glândula compensa esse fator e repõe os hormônios necessários. Contudo, quem já tem a função prejudicada, o consumo desse alimento pode fazer a tireoide crescer para tentar compensar a produção inadequada de hormônios. Portanto, é possível concluir que a ingestão de soja – desde que nas quantidades adequadas – não leva ao hipotireoidismo, mas pode reduzir o funcionamento da glândula em quem já tem predisposição ao problema. “Para quem está com uma baixa produção de hormônios tireoidianos, isso pode fazer diferença e até acelerar um processo em andamento. Estudos mostraram que 4 colheres (sopa) de proteína texturizada ou 2 copos (500ml) de leite de soja diariamente podem resultar em hipotireoidismo subclínico, aquele que apresenta sintomas sem evidências laboratoriais: letargia, fadiga, falta de energia, constipação intestinal, ganho de peso, queda de cabelos, unhas fracas e pele ressecada”, complementa Tamara.

Outros problemas

A soja, quando consumida em excesso, pode causar outros danos ao organismo: alergia, asma, redução da imunidade, fadiga crônica, depressão, síndrome do intestino irritável, redução da taxa de crescimento e puberdade acelerada são alguns exemplos. “O Journal of Agricultural and Food Chemistry publicou um estudo mostrando uma possível relação entre cálculos renais e consumo de soja. O alimento processado (carne de soja, proteína texturizada) contém níveis muito altos de oxalatos, compostos que se ligam ao cálcio nos rins, o que leva à formação de pedras. Alimentos com mais de 25mg de oxalato por porção são considerados com alto nível do composto. O tofu contém entre 100mg e 200mg, enquanto a proteína texturizada de soja contém 800mg por porção de 100g. A pesquisa concluiu que pessoas com risco de formação de cálculos renais devem evitar produtos à base de soja”, reforça a nutróloga.

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FOTO: Shutterstock

Soja: os dois lados da moeda

As substâncias presentes na soja, que são responsáveis pelo aumento da glândula tireoide, são as mesmas consagradas pelos efeitos benéficos na menopausa, ou seja, as isoflavonas. Para comprovar o feito, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) analisou 80 mulheres na menopausa. Para o estudo, elas foram divididas em dois grupos – um recebeu placebo (um comprimido sem propriedades farmacológicas) e o outro tomou 100g de isoflavona diariamente. As que foram tratadas com essa substância relataram uma redução dos sintomas da menopausa em 80%, enquanto as que ingeriram placebo tiveram melhora de apenas 12,5%. Os níveis de colesterol ruim (LDL) também diminuíram nas mulheres que receberam a isoflavona.

Texto: Redação Alto Astral

Consultoria: Tamara Mazaracki, nutróloga e médica ortomolecular

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