ESTILO DE VIDA

12 passos para se livrar dos sintomas da angústia

Conhecimento do nosso corpo é uma das principais ferramentas para entendermos o que nos faz bem e o que pode ser feito para evitar os sintomas da angústia

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Foto: Shutterstock

por Vítor Ferreira
Publicado em 27/04/2020 às 11:53
Atualizado às 11:53

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Mal-estar, agitação, respiração ofegante, batimento cardíaco acelerado, sensação de padecimento. Esses são apenas alguns sintomas da angústia. A inquietação promovida leva a uma opressão interna descontrolada, seguida de um aumento da introspecção, sofrimento, desencadeando problemas emocionais ou existenciais.

Muitas vezes, nem mesmo é possível saber o motivo real de se estar assim. “Na verdade, a angústia é indefinida porque ela não tem um alvo certo. As pessoas falam ‘estou triste porque aconteceu tal coisa’, a angústia não. Ela não tem nada definido, só existe aquele incômodo, aquele nó na garganta, aquela pressão no peito, e uma sensação de que alguma coisa vai acontecer, mas não tem nada muito claro”, elucida a psicóloga Cláudia Melo.

Sintomas da angústia

A descoberta do sentimento de angústia, muitas vezes, vem quando ele começa a afetar o dia a dia da pessoa, impedindo esta de trabalhar, sair de casa, ter relacionamentos. É aí também que ela precisa buscar uma ajuda profissional. Apesar de não se saber ao certo o motivo, o problema apresenta indícios no comportamento de quem sofre com ela.

O primeiro desses indicativos é a dificuldade de decisão, como conta Cláudia: “Uma pessoa que está sempre se achando oprimida, sente-se diferente das outras, não consegue compartilhar momentos e sentimentos, nem se colocar no lugar do outro porque a angústia toma conta total de suas ações”.

Outro comportamento típico e fácil de ser notado é o isolamento social. “A pessoa que sofre com este problema, normalmente, mostra-se mais inquieta, como se não conseguisse controlar as sensações. Por isso, tende a se isolar, se irritar mais facilmente, ficar mais ansiosa, insegura e com pensamentos negativos”, explica a profissional.

Questionamentos sobre a vida, culpas e frustrações vêm à tona, gerando um sentimento de desamparo. O indivíduo fica em profunda tristeza, sem saber como sair do lugar. Entre as variações que podem existir desse sentimento, duas são importantes: caso ocorra por questões existenciais mal resolvidas, podem levar a outros quadros como a depressão, e se ocorrer devido a questionamentos sobre a vida e mudanças, podem ser o impulso que faltava para atitudes que farão a diferença.

Além dos sintomas da angústia, o indivíduo pode desenvolver doenças que estavam silenciosas caso tenha certa predisposição. Problemas como desinteresse sexual, fadiga crônica, transtornos alimentares, insônia ou excesso de sono também podem aparecer.

O sofrimento mental e emocional leva a doenças físicas de toda sorte, incluindo problemas cardíacos e pulmonares e até câncer. A mente e o corpo estão ligados. Quando um fica ruim, o outro padece também.

Ilustração de uma mulher sentada em um sofá e comendo bolo

Ilustração: Shutterstock

Aprenda a lidar com o problema

A especialista sugere algumas atitudes que podem ser mantidas diariamente com o objetivo de garantir mais qualidade de vida, bem-estar na rotina e aliviar os sintomas da angústia. “É importante ter em mente que você deve ser sua prioridade sempre. É como o respirador de um avião: primeiro você coloca no seu rosto para depois ajudar o outro”, exemplifica Rosely Cordon, professora pesquisadora.

1. Celular e TV devem ser evitados próximo a hora de dormir

A luz de equipamentos eletrônicos prejudica a reprodução do hormônio responsável pelo sono, a melatonina, provocando a diminuição do estado de alerta no dia seguinte. A professora explica que “dormir bem é um dos aspectos mais importantes para a manutenção da saúde. É um hábito associado não só à prevenção de doenças, mas também a melhoras no humor e no bem-estar mental”.

2. Exercícios físicos diários

Praticar todos os dias traz bem-estar mental e ajuda a tratar a ansiedade, já que atividades físicas ajudam a produzir serotonina, o hormônio do bem-estar. A prática também diminui o risco de doenças no coração, pressão alta, osteosporose, diabetes e obesidade.

3. Bons hábitos de higiene pessoal

A higiene pessoal é todo cuidado corporal. Ela não se refere só a tomar banho e escovar os dentes e trocar de escova regularmente principalmente depois daquela gripezinha para evitar o mau hálito e outras doenças bucais, cuidar do corpo e de sua limpeza, mas também de zelar pela saúde integral, que inicia pelo corpo, passando pela mente, emoções e a espiritualidade dentro do ambiente que se está no momento.

4. Organização da casa

Uma casa arrumada, limpa e organizada traz uma série de benefícios para toda a família. “Além do bem-estar físico e mental, também relaxa e ajuda a saúde, melhora o visual do ambiente, dá disposição, favorece a criatividade, otimiza o tempo, oferece praticidade ao dia a dia, renova o estado de espírito, economiza dinheiro, melhora a saúde integral, reduz a ansiedade, baixa os níveis de estresse, promove integração e mantém o equilíbrio”, explica a especialista.

5. Cozinhar uma refeição nutritiva

A atividade contribui para boa saúde e integração da família. Cozinhar a própria refeição pode certamente ajudar a evitar várias doenças crônicas e os sintomas da angústia, já que permite maior controle dos ingredientes que estão sendo usados e, assim, uma alimentação mais equilibrada em termos dos ingredientes nutricionais.

6. Aguçar e viajar pelos cinco sentidos

Aproveite para identificar cada um deles, estimular as sensações, desenvolver o autoconhecimento, reconhecer e identificar os diferentes sons, cheiros, sabores, texturas e imagens. “O objetivo é o de compreender as sensações que são despertadas e reconhecer os diferentes sentimentos que podemos ter”, ensina a pesquisadora.

7. Faça um escalda-pés

É um método perfeito para relaxar, principalmente com uma música que goste, servirá a você como uma musicoterapia. Pode ser feito com uma mistura de água morna, sal grosso e óleo aromático de camomila ou alecrim.

8. Meditar, rezar ou relaxar

Pratique o que faz bem para você. A ideia é a de promover um relaxamento, um momento de desconexão com os problemas, preocupações e até das mídias. Para isso, basta deitar, ou sentar, e fazer alguns exercícios de respiração, uma oração ou escutar uma música e se desligar da tomada.

9. Conversar e rir com os amigos

Diversos estudos têm demonstrado que contar com bons amigos melhora a nossa saúde, tanto física quanto mental. Para Rosely, “a amizade ajuda a reduzir o estresse, contribui para melhorar a saúde, o coração se fortalece e traz para a nossa vida uma dose extra de ternura, que é o melhor antídoto contra a amargura”.

10. Contemplar a natureza e ter contato com o sol

Beneficia a saúde física e mental, mesmo que for a plantinha da sua varanda ou no parapeito da janela do apartamento. Já a vitamina D é importante para a saúde mental, e ela só pode ser produzida pelo organismo quando há contato com o sol.

11. Ler um livro

Há muitos benefícios em perder-se em um bom livro. O hábito reduz o estresse, melhora o sono, a conectividade do cérebro, amplia o conhecimento geral, expande o vocabulário, melhora do foco e concentração, mantém a mente jovem e ativa evitando doenças e combate a depressão.

12. Projetos pessoais

E sabe aquela ideia de escrever um blog, um livro, montar um site, terminar seu TCC ou a revisão de artigos para sua tese de mestrado ou doutorado, ou ainda qualquer outra ideia que vem te seguindo faz tempo? Coloque ela em prática! Crie etapas e vá fazendo passo a passo.

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