Síndrome de Münchausen também pode afetar terceiros. Entenda!

Distúrbio que faz o paciente simular sintomas de doenças também pode acometer outras pessoas. Saiba mais sobre a síndrome de Münchausen por procuração

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FOTO: Istock.com/GettyImages

por Redação Alto Astral
Publicado em 04/01/2017 às 11:39
Atualizado às 13:01

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A síndrome de Münchausen também se manifesta pela maneira de procuração, isto é, quando o indivíduo exerce cuidados excessivos em um terceiro, tendo como objetivo ser o cuidador exclusivo. “É produzida pela insistência intencional de um cuidador próximo, geralmente a mãe, de produzir sintomas em alguém, geralmente o filho, desejando que este seja considerado doente, ou até mesmo provocando ativamente o adoecimento”, explica Fabiana. Crianças são as principais vítimas, mas idosos e deficientes mentais e físicos também podem passar pelo problema.

Síndrome de Münchausen também pode afetar terceiros. Entenda!

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Como seu cuidador é o próprio abusador, a vítima da síndrome de Münchausen por procuração, muitas vezes, fica confusa sobre seu estado de saúde por não se perceber doente, mas ser constantemente tratada. “Ela pode vir a compactuar com a falsificação da doença ou se ver presa em silêncio nessa situação. Na adolescência, podem vir a fabricar doenças em si mesmas, além de apresentarem problemas emocionais e comportamentais comórbidos resultados de uma interação mãe-filho problemática”, destaca o psiquiatra Fabio.

O comprometimento da saúde física e mental da vítima pode ser tanta que ela tende a necessitar de tratamento pelo resto da vida. “É um tipo de abuso infantil, e as medidas cabíveis devem ser tomadas, pois podem causar grandes sequelas nas crianças”, afirma o especialista.

Os sintomas da síndrome de Münchausen por procuração são praticamente os mesmos que os portadores apresentam, com o diferencial de que na vítima os problemas físicos e mentais da suposta doença somem na ausência do responsável — geralmente, pai ou mãe. Além de tomar todas as iniciativas para o diagnóstico, é importante, ainda, investigar o histórico da família, a fim de saber se há o caso de algum filho ter falecido sob circunstâncias estranhas.

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Consultorias: Fabio Gomes de Matos e Souza, psiquiatra no Hospital Universitário Walter Cantídio, em Fortaleza (CE); Fabiana Benetti, psicanalista e especialista em psicossomática.

Texto e entrevistas: Natália Negretti – Edição: Augusto Biason/Colaborador

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