ESTILO DE VIDA

Síndrome de transfusão feto-fetal: o que é, tratamento e principais causas

A síndrome de transfusão feto-fetal afeta uma parcela considerável de gêmeos que dividem a mesma placenta, causando consequências aos bebês

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A síndrome de transfusão feto-fetal pode ser tratada e não comprometer a saúde dos gêmeos. FOTO iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 27/07/2017 às 13:23
Atualizado às 13:23

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Descobrir uma gravidez é motivo de alegria para a maioria das pessoas, ainda mais quando o bebê é planejado. Contudo, apesar da felicidade, também existem preocupações em relação à saúde da mãe e da criança. Por isso, é extremamente importante que a gestação seja acompanhada de perto pelo obstetra e que os exames sejam feitos na frequência correta. Quando a gravidez é gemelar, então, os cuidados devem ser redobrados, já que ela apresenta peculiaridades maiores, como a síndrome de transfusão feto-fetal.

O que é a síndrome de transfusão feto-fetal?

Esse problema atinge de 10 a 15% dos casos das gestações gemelares que dividem a mesma placenta. Vale destacar que  a síndromede transfusão feto-fetal acontece apenas nas gestações monocoriônicas e é causada pela conexão vascular entre os bebês, por meio de veias ou artérias do cordão umbilical interligadas, fazendo com que o sangue seja distribuído de maneira desequilibrada entre eles.

A síndrome de transfusão feto-fetal precisa ser diagnosticada a tempo de realizar o tratamento específico.

A síndrome de transfusão feto-fetal precisa ser diagnosticada a tempo de realizar o tratamento específico. FOTO Shutterstock

De acordo com o ginecologista especialista em medicina fetal Javier Miguelez, esse desequilíbrio não está relacionado com a absorção maior ou menor de nutrientes, ou seja, um bebê não “rouba” os nutrientes do outro. O que ocorre, na realidade, é que o volume de sangue fica desigual entre os bebês. Em outras palavras, um feto se torna receptor e o outro doador.

Consequências para os bebês

A síndromede transfusão feto-fetal causa consequências diferentes para cada gêmeo, conforme explica  especialista: “Por receber um volume excessivo de sangue, o coração do gêmeo receptor precisa trabalhar mais, causando uma hipertrofia do seu músculo. Além disso, por conta dessa absorção, a eliminação de líquido é maior e a bexiga se dilata. E, por isso, o saco gestacional fica com uma quantidade maior de líquido amniótico (em sua maior parte constituída por urina fetal)”.

No caso do outro bebê, como ele está doando o sangue que deveria ser consumido por si mesmo, desenvolve-se menos e a bexiga fica menor, já que o sangue não é filtrado e, com isso, o volume de líquido amniótico é baixo”.

As futuras mamães devem manter uma rotina de consultas e exames para garantir a saúde do bebê.

As futuras mamães devem manter uma rotina de consultas e exames para garantir a saúde do bebê. FOTO Shutterstock

Existe tratamento?

Nem todo caso de síndrome de transfusão feto-fetal requer tratamento, há casos em que a distribuição do sangue retoma o equilíbrio – por isso, há uma classificação do estágio que a doença está. Com algumas exceções é a partir do segundo estágio que a intervenção deve ser realizada.

“Nesses casos, a mortalidade dos fetos é de mais de 90%, caso o diagnostico não tenha sido feito no momento certo e o tratamento correto realizado”. Além disso, nesses casos, o nascimento ocorre via de regra muito prematuro, ou ainda, os bebês podem apresentar lesões e sequelas sérias no cérebro.

Consultoria Javier Miguelez, ginecologista especialista em medicina fetal

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