ESTILO DE VIDA

Entenda como seu cérebro reage ao reconhecer um rosto!

Você já parou para pensar em como seu cérebro faz o reconhecimento das pessoas? Não? Então entenda agora como é feito esse processo.

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Foto Stock.com/Getty Images.

por Redação Alto Astral
Publicado em 13/09/2016 às 20:33
Atualizado às 20:57

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Quando você vê uma pessoa e a reconhece, o que acontece dentro do seu cérebro? Você já se fez essa pergunta? Ou melhor, como o cérebro faz esse reconhecimento? E ainda, porque às vezes não nos lembramos de um nome ou de uma pessoa? As respostas de todas essas perguntas estão no cérebro, basta tentar entende-lo. Para isso, a psicóloga Márcia Mathias e o neurologista Fernando Figueira ajudam explicar esse processo.

homem e mulher se olhando

Foto Stock.com/Getty Images

1º passo

Você vê um rosto que não lhe é estranho, mas por algum motivo não consegue identificar quem é. A partir daí, o cérebro registra os traços essenciais daquela face – o bigode, o formato e os traços. “Ao encontrarmos uma pessoa já vista anteriormente, a nossa visão dispara uma reação específica na região do cérebro chamada Área Fusiforme da Face”, afirma Márcia Mathias.

2º passo

Com essas pistas, a memória busca retratos parecidos. Assim o cérebro compara a imagem que vê com as lembranças de pessoas que já passaram pela sua vida. “Vários estudos afirmam que a identificação facial é feita de acordo com a luz, perspectivas e condições do ambiente, utiliza também pistas, como o registro de traços essenciais, como olhos, formato da face e do nariz”, explica psicóloga.

3º passo

Sem ter certeza absoluta, o cérebro se decide pela pessoa, cujo rosto é o mais parecido. A partir daí, surgem lembranças: a de que certa vez tal indivíduo deu um conselho, por exemplo. “Provas de memória que envolvem reconhecimento de faces famosas são extremamente úteis na avaliação da memória visual. São instrumentos de fácil aplicação prática, pois não dependem de escolaridade, estão validados em vários idiomas e são de rápida realização o que os torna bastante práticos”, explica Fernando Figueira.

4º passo

Um computador não chegaria a essa resposta, a menos que encontrasse dados idênticos. Além disso, processaria as informações uma por uma, enquanto o cérebro pode acionar ao mesmo tempo milhões de lembranças arquivadas. “Escuto vários clientes comentarem que reconhecem claramente a fisionomia de uma pessoa, mas o nome dificilmente vem à mente. Identificar um rosto é uma tarefa de reconhecimento, enquanto lembrar-se de um nome é recuperar informações, e que estes processos ficam em áreas diferentes do cérebro”, esclarece Márcia.

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Consultoria Márcia Mathias, psicóloga; Fernando Figueira, neurologista