Vai para a Argentina? Então não deixe de incluir San Telmo no seu caminho

Bairro que já foi reduto da nobreza buenairense e cortiço para imigrantes europeus, San Telmo hoje apresenta patrimônios da história riquíssima da Argentina

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Com referências antigas e outras mais atuais da história de Buenos Aires, San Telmo se tornou um dos principais pontos de visitantes da capital argentina (Foto: Eduardo Zárate/Flickr)

por Redação Alto Astral
Publicado em 01/08/2017 às 13:00
Atualizado às 14:23

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Viajar para a Argentina pode apresentar experiências inimagináveis para um lugar tão próximo do Brasil. Uma dessas grandes experiências por lá pode ser realizada em San Telmo, segunda área mais antiga da capital, Buenos Aires, famosa por sua feira de antiguidades aos domingos. Mas o local tem muito mais a oferecer.

Impossível não admirar os belos casarões de decaída elegância no bairro e não se indignar com o estado de muitos deles. É que San Telmo foi berço das abastadas famílias que ali construíam essas luxuosas residências. Quer dizer, luxuosas para a época: séculos XVIII e XIX. Após passar por um declínio e saída dos ricos da região, foi repovoado com a chegada dos imigrantes europeus no início do século XX. Embora a restauração de San Telmo tenha ocorrido apenas na década de 1970, tanto para atrair turistas como para manter preservado um riquíssimo patrimônio histórico. Hoje, os cortiços remanescentes estão ao lado de hotéis-boutique e restaurantes de primeiro nível, além dos tradicionais cafés de bairro e suas indefectíveis medialunas e milanesas.

Principais pontos turísticos de San Telmo

Antiga Casa da Moeda – É composta por dois edifícios: um na rua Balcarce, 677, antigo anexo da Primeira Casa da Moeda, e outro na Defensa, 628, onde está o Arquivo Geral do Exército.

Vista interna do Mercado de San Telmo

Mercado de San Telmo (Foto: Phillip Capper/Wikimedia Commons)

Mercado de San Telmo – Erguido em 1897, tem desde notas de super inflacionados um milhão de pesos argentinos até sifões coloridos e jarros de vinho em forma de pinguim. Atenção: é o único lugar do bairro com um banheiro público! Fica na R. Bolívar, nº 950.

Casa Mínima – A curiosa construção com 2,2 metros de largura por 70 metros de extensão é a menor fachada de San Telmo e foi habitada por um escravo liberto. Está localizada na Pasaje San Lorenzo, nº 380, com visitas agendadas de segunda a sexta, das 10h30 às 11h e das 15h às 15h30.

Zanjón de los Granados – Quase cinco séculos de história são contados em um visita a esta antiga residência de uma rica família, que abandonou o local após uma epidemia de febre amarela, transformando-se posteriormente em um cortiço. Restaurada, agora pertence ao mesmo dono que administra a Casa Mínima. Fica na R. Defensa, 755, com visitas de segunda a sexta, das 10h às 18h, e aos domingos, das 13h às 18h.

 Igreja de Nossa Senhora de Belém – Com construção iniciada por padres jesuítas em 1734 e finalizada apenas em 1876, abriga a sede da paróquia de San Pedro González Telmo, nome que une dois santos padroeiros dos navegantes: San Telmo (Itália) e o beato Pedro González (Espanha). Localiza-se na R. Humberto I, 340, com visitas guiadas aos domingos.

Fachada da Igreja de Nossa Senhora de Belém

Igreja de Nossa Senhora de Belém (Foto: Wikimedia Commons)

Parque Lezama – Segundo historiadores, foi o exato lugar onde o navegador Pedro de Mendoza fundou a cidade de Buenos Aires pela primeira vez, em 1536. Após um período de decadência, iniciativas culturais como shows em seu anfiteatro a céu aberto e feiras, além de belas esculturas, têm atraído mais público para esse que é um dos mais lindos espaços verdes da cidade. Fica entre as ruas Defensa e Brasil, e as avenidas Paseo Colón e Martín García, sendo aberta ao público.

Feira de San Pedro Telmo – É no tradicional comércio onde se pode adquirir desde objetos antigos até peças de artesanato. Acontece aos domingos, das 10h às 17h, na Plaza Dorrego.

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