Sal Rosa do Himalaia: você sabe identificar se é verdadeiro?

Devido ao grande aumento no consumo do Sal Rosa do Himalaia, surgiram fornecedores oferecendo um sal de qualidade duvidosa. Saiba como identificar!

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Foto: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 05/04/2017 às 19:13
Atualizado às 12:31

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Puro e nutritivo

O Sal Rosa do Himalaia é considerado por especialistas como o sal mais puro e nutritivo no mundo. É um sal marinho que encontra-se na região de Mirpur no Paquistão, aos pés das montanhas do Himalaia. Devido ao grande aumento no consumo do Sal do Himalaia nos últimos anos, surgiram inúmeros fornecedores oferecendo um sal de qualidade duvidosa, em alguns casos não apta para consumo, adulterado e inclusive falsificado.

Confira se o sal rosa do himalaia é verdadeiro

Foto: Shutterstock.com

Teor de sódio

Uma dúvida que paira no ar e merece esclarecimento é em relação ao sódio. Embora o teor de sódio seja bem próximo ao teor de sódio do sal comum, o Sal Rosa do Himalaia apresenta um equilíbrio mineral de elementos essenciais. Têm-se, entre outros elementos, a presença do Ferro e Manganês – que resultam na cor rosada. E é este equilíbrio mineral que faz com que ele seja mais saudável. “O Sal Rosa do Himalaia que comercializamos é iodado com Iodato de Potássio para atender a Norma RDC nº 23, de 24 de abril de 2013 da ANVISA. O iodo não causa danos à saúde e seu uso é indicado em pequenas quantidades para o melhor funcionamento da Tireóide, pois os hormônios produzidos por esta glândula são constituídos também por iodo”, comenta a diretora da Natural Wonder, Valéria Simonini Yoshida.
Além disso, a Responsável Técnica e Coordenadora de Qualidade da empresa, Ângela M. Machado, citou abaixo algumas dicas importantes para comprar o Sal Rosa do Himalaia.

Como identificar o Sal Rosa do Himalaia?

O primeiro passo é identificar a origem do sal. Isto pode ser feito solicitando um Certificado de Origem ao fornecedor. Se o fornecedor não apresenta um Certificado de Origem desconfie, porque existem oportunistas vendendo sal vindo dos Andes bolivianos dizendo que é do Himalaia. O sal Andino não tem os mesmos nutrientes presentes no sal do Himalaia, nem tem o mesmo grau de pureza, pois o sal do Himalaia é colhido dentro de minas onde o sal se mantém puro, sem contato com a contaminação do ambiente.

  • Aspecto, cor e textura

O próximo passo é reconhecer se ele está sendo comercializado extraído na forma integral, moído através de processo que não compromete a sua integridade, no qual não é adicionado desumidificante, como os demais tipos de sal. O sal deve ser de coloração entre o rosa claro e o branco/transparente (os cristais brancos/transparentes muitas vezes tem alguns cantos retos devido ao fato de ser um cristal). Vale notar que quanto mais escuro o sal, mais impurezas ele tem, e pode não ser considerado um sal comestível. Não deve aparentar estar sujo e nem úmido. Em casa, ele deve ser lavado e seco, para remover as sujeiras que se misturam na extração e transporte até a fábrica onde é processado.

  • Garantia de pureza do alimento

Verifique o fornecedor de Sal do Himalaia do mercado. No caso da importadora Natural Wonder, ela trabalha há quinze anos em parceria exclusiva com uma fábrica no Paquistão, única a possuir Certificação IFS (International Featured Standards).

  • Laudos técnicos

Veja se a empresa apresenta Laudos Técnicos em laboratório do fornecedor na Origem (Paquistão) e quando chega ao Brasil; Todo sal comercializado para alimento no Brasil deve por lei ter um Laudo Técnico emitido por um laboratório no Brasil. A falta deste Laudo Técnico pode indicar que o sal sendo comercializado não é apto para consumo.

  • Inspeção e autorização da Anvisa

É necessário verificar se a empresa recebe visitas técnicas periódicas da ANVISA, que emite relatórios técnicos comprovando dados de higiene e certificação dos padrões preconizados pelo órgão. Também verifique se o fornecedor do seu sal possui as licenças exigidas pela ANVISA e se as mesmas não foram indeferidas. Para tal, consulte o site da Imprensa Oficial.

Texto: Lara Pires/Colaboradora | Consultoria: Valéria Simonini Yoshida,  diretora da Natural Wonder e Ângela M. Machado, Responsável Técnica e Coordenadora de Qualidade da Natural Wonder

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