Você sabe como é feita a retirada das amígdalas? Confira!

Entenda mais sobre o processo inflamatório que leva a retirada das amígdalas e fique por dentro da cirurgia e do pós-operatório desse problema!

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A amigdalite afeta principalmente crianças e adolescentes. FOTO: shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 05/12/2017 às 11:00
Atualizado às 11:00

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As amígdalas são pequenas glândulas na região da faringe (caminho entre a boca, o nariz e a garganta) e sua principal função é atuar como uma barreira de defesa natural contra agentes nocivos, como vírus e bactérias. Sendo assim, é uma forte aliada do sistema imunológico. “Tanto a amígdala palatina, situada no início da faringe, como as amígdalas faríngeas, também conhecidas como adenoides, são alvos constantes destes agentes e, por isso, a amigdalite é a principal complicação de gripes e resfriados, especialmente para crianças até sete anos”, explica o otorrinolaringologista do Hospital CEMA, Cícero Matsuyama. Por isso, a retirada das amígdalas é recomendada realmente em casos necessários!

amígdala

Não são todos os casos de inflamações que são necessárias a retirada da amígdala. FOTO: Shutterstock.com

Caracterizada por sintomas como forte dor de garganta, febre e mal-estar, a amigdalite atinge principalmente os pequenos e pode evoluir para abscessos locais, com secreção purulenta e, em casos mais raros, evoluir para sépsis, quadro de choque com necessidade de extração imediata e febre reumática, atingindo as válvulas cardíacas. Para evitar estas complicações, a retirada das amígdalas é recomendada, sobretudo, para pessoas suscetíveis a crises frequentes. “Quando criança, essa cirurgia pode ser feito a partir dos dois anos de idade, momento que o sistema imunológico da faringe já concluiu seu desenvolvimento”, explica o especialista.

O pós-operatório exige até 10 dias de repouso e uma dieta fria pelo mesmo período. “No verão, as pessoas fazem uso maior de bebidas geladas, sorvetes, abusam do ar-condicionado e outras situações que levam a um aumento da incidência de infecções das vias aéreas superiores: tudo isso produz aumento dos casos de amigdalites agudas bacterianas, que são mais severas. Se as crises são recorrentes, o indicado é fazer a cirurgia”, finaliza o médico.

Fonte: Cícero Matsuyama, otorrinolaringologista do Hospital CEMA

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