Por que ficamos mais resfriados no frio? Tire suas dúvidas sobre o assunto

Qual a diferença entre gripe e resfriados? Porque piora no frio? Se você tem essas e várias outras dúvidas sobre o assunto, nós te ajudamos!

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Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 26/04/2017 às 13:16
Atualizado às 13:44

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Com a chegada do frio, as doenças respiratórias se agravam e atrapalham ainda mais as atividades rotineiras. São o principal motivo de procura por auxílio médico e atingem principalmente as crianças. Tosse, espirro, coriza, dor de garganta e dificuldade para respirar são alguns dos sintomas que causam indisposição e dores.

Tosse, coriza, espirro, dores no corpo… A maioria das pessoas que apresenta esses sintomas pensa logo em uma doença específica: a gripe. O que talvez elas não saibam é que estão, na verdade, resfriadas. Afinal, gripe e resfriado são doenças diferentes, apesar de apresentarem sintomas semelhantes, como os descritos anteriormente. Enquanto a gripe, em casos graves, pode até matar, o resfriado é mais leve. Entenda as principais diferenças:

Gripe

  •  Causada por um tipo específico de vírus, o Influenza.
  •  Apresenta febre que pode ultrapassar os 38 graus e durar mais de 1 dia.
  •  Pode provocar dores de cabeça e no corpo e mal-estar intenso.

Resfriado

  •  Pode ser causado por vários tipos de vírus.
  •  Quando há febre, geralmente é leve, por volta dos 37 graus.
  •  Apresenta sintomas como espirros, congestão nasal, secreção e mal-estar.

Tanto a gripe como o resfriado podem ser transmitidos pelo contato com secreções contaminadas, ou seja, uma pessoa doente pode contagiar outras saudáveis através da tosse e do espirro. Por isso, é fundamental lavar as mãos com frequência, principalmente após tossir ou espirrar. As medidas de prevenção nos tempos de frio são as mesmas para doenças como rinite e sinusite: manter o ambiente arejado, evitar contato com pessoas doentes e beber bastante líquido.

Repouso, boa alimentação e hidratação são a base do tratamento para as duas doenças. O médico poderá indicar remédios que amenizem os sintomas, como dores e tosse, mas é o próprio corpo que vai se encarregar de combater os micro-organismos prejudiciais.

mulher assoando o nariz

Foto: Shutterstock

Alimente-se bem!

Durante o inverno, muita gente muda o cardápio, deixando de lado os alimentos que têm a cara do verão, como frutas, sucos, legumes e verduras frescas, e enchem o prato com comidas gordurosas e quentinhas.

Mesmo com o corpo pedindo alimentos calóricos, é fundamental acrescentar vegetais ao cardápio do inverno. Pode ser cenoura, brócolis e salsão na sopa, limão no chá, vale refogar as verduras: o importante é não descartá-los das refeições, pois frutas, verduras e legumes fornecem os nutrientes necessários para o corpo se defender do ataque de vírus e bactérias.

Por que piora no frio?

O inverno cria o clima perfeito para vírus e bactérias atacarem as pessoas com mais facilidade. Isso porque a baixa temperatura também é acompanhada de tempo seco. Esses fatores ressecam a mucosa que reveste as vias respiratórias, deixando-a vulnerável à entrada dos vírus.

No frio, as pessoas também tendem a deixar a casa completamente fechada, facilitando a transmissão de vírus pelo ar. Pior ainda se, no mesmo ambiente, estiver muita gente aglomerada: nesse caso, a proximidade de pessoas doentes com saudáveis facilita o contágio de doenças.

A quantidade de poeira no ar aumenta com o tempo seco, desencadeando rinites alérgicas. E é nesse período que cobertores e blusas grossas são retirados do armário, depois de terem acumulado ácaros e pó.

“Para quem tem rinite, a estação fria e a baixa umidade do ar ressecam a mucosa já inflamada, piorando os sintomas e as crises. Por isso, é importante aumentar a ingestão de líquidos ao longo do dia e umedecer a mucosa com soluções salinas estéreis e sem conservantes”, recomenda o pneumologista Ronaldo Mendes Cavalheiro. Lave as mãos frequentemente, evite aglomerações e não compartilhe copos e talheres, principalmente com crianças.

Consultoria: Ronaldo Mendes Cavalheiro, pneumologista do Hospital Santa Virgínia de São Paulo. | Texto: Marisa Sei

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