Reprodução assistida: conheça as regras que abrem espaço para que homossexuais e solteiros realizem o procedimento

Você está por dentro das regras sobre reprodução assistida que abrem espaço para homossexuais e solteiros realizarem a técnica de fertilização de embriões?

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Foto: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 18/01/2018 às 10:26
Atualizado às 11:47

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As técnicas de reprodução assistida são a chance de muitas mulheres com dificuldades para engravidar realizarem o sonho da maternidade. Para evitar complicações frequentes para mães e bebês, no final de 2010, o Conselho Federal de Medicina (CFM) estabeleceu novas regras para a reprodução humana no país. Confira o que mudou!

As novas diretrizes da reprodução assistida

1. Limite de embriões implantados

✓ “Agora, com a nova regra, as mulheres de até 35 anos podem ter implantados até dois embriões; as de 36 a 39 anos, até três; e as que estão na faixa acima dos 40 anos podem ter a implantação de 4 embriões”, detalha o especialista em reprodução assistida Vinícius Medina Lopes.

✓ O principal objetivo dessa medida é evitar as gestações múltiplas*, que podem trazer complicações para mães e bebês.

✓ De acordo com dados do Registro Latino-Americano de Reprodução Assistida, no Brasil, 42% das gestações por fertilização in vitro resultam em gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos e até quíntuplos.

✓ Por isso, o grande desafio é manter bons índices de gravidez, sem aumentar a incidência de gestação múltipla.

2. Permissão para casais homossexuais

✓ A antiga regra, de 1992, não era clara quanto ao uso da fertilização por casais do mesmo sexo, o que gerava dificuldades e até batalhas jurídicas.

✓ “A nova resolução abre espaço para que homossexuais e solteiros realizem a técnica de fertilização de embriões, antes só permitida aos casais heterossexuais”, destaca Lopes.

3. Fertilização “post mortem”

✓ A nova resolução permite que o material do doador seja utilizado mesmo após a sua morte.

✓ Porém, para a fertilização ser viabilizada, deve haver autorização prévia para o uso dos gametas ou embriões congelados, de preferência com registro em cartório.

*Riscos da gestação múltipla para a mãe: distúrbios hipertensivos, trabalho de parto prematuro, hospitalização por longo tempo, necessidade de cerclagem (costura do colo do útero), diabetes gestacional, sangramento, anemia, fraqueza generalizada, ruptura uterina, entre outros.

* Riscos da gestação múltipla para o bebê: prematuridade extrema, crescimento intra-uterino retardado, necessidade de educação especial, dificuldades de comportamento e de socialização, mortalidade perinatal (que aumenta quatro vezes para a gestação gemelar e seis vezes para a trigemelar).

Como funciona?

✓ A fertilização in vitro (FIV) pode ocorrer de modo espontâneo (FIV convencional) ou pela injeção do espermatozoide no citoplasma do óvulo (ICSI).

✓ Nos casos de FIV convencional, óvulos e espermatozoides são mantidos dentro de um recipiente em um líquido que simula o fluido tubário, sob condições ambientais controladas de temperatura e umidade.

✓ Já na ICSI ocorre a injeção do espermatozoide no citoplasma do óvulo. Assim, após a observação da fertilização e o desenvolvimento dos embriões, esses são transferidos para o útero para que continuem sua multiplicação e desenvolvimento.

Texto: Redação Alto Astral | Consultoria: Vinícius Medina Lopes, ginecologista e obstetra, especialista em reprodução assistida

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