Medindo a inteligência: o teste de QI não é mais tão relevante

Geralmente, quando se quer saber o nível de inteligência, se recorre ao teste de QI. Mas saiba que esse tipo de teste pode não fazer mais tanto sentido

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 23/11/2016 às 10:06
Atualizado às 15:05

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Por muito tempo, o teste de QI foi utilizado para avaliar a inteligência, e caso o resultado final não fosse bom, a pessoa não era considerada esperta o suficiente. Mas após a Teoria das Inteligências Múltiplas (TIM), publicada pelo psicólogo norte-americano Howard Gardner no início da década de 1980, o teste foi perdendo suas forças. Esse conceito propõe a existência de oito tipos de intelecto – que vão desde o raciocínio lógico-matemático até a facilidade de expressão corporal, por exemplo.

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Com essa teoria, Gardner quis comprovar que uma pessoa que tem facilidade com raciocínios lógicos não é mais inteligente em relação àquela com dificuldades em matemática, mas excelente em música. Basicamente, temos apenas habilidades diferentes melhor desenvolvida.

“As diversas e diferentes definições podem oscilar desde os estudos das capacidades de um indivíduo para resolver problemas complexos até situações que denotam as capacidades de conhecer, entender, compreender e adaptar-se a situações onde são exigidas as faculdades de memorização, comunicação, planejamento, abstração, lógica, resolução de conflitos e controle emocional”, esclarece o neurocientista Alex Born.

Emoções desenvolvidas

Inteligência emocional é quando o indivíduo tem facilidade de controlar suas emoções e se adaptar a diferentes situações. “O mercado de trabalho, por exemplo, vem aplicando um misto de análises entre o que chamamos de QI x QE (Quociente Emocional), ou seja, preocupa-se mais em como as pessoas se adaptam às diferentes situações, além de continuarem analisando a habilidade para solucionar problemas”, explica Alex. A expressão se popularizou após a publicação do livro Emotional Intelligence (Inteligência Emocional), do psicólogo Daniel Goleman.

Estimule sua inteligência

prática de exercícios físicos no mínimo três vezes por semana pode ser uma grande aliada, já que podem estimular a concentração, a capacidade atencional e a memória. Outro meio de estimular sua capacidade intelectual é realizando atividades que estimulem a mudança no funcionamento e estrutura do cérebro, ou seja, atividades que façam você pensar de maneiras diferentes das que está habituado. Jogos como ábaco, tabuleiros, dinâmicas em grupo e atividades neuróbicas, que funcionam como aeróbica para os neurônios, podem ser uma boa pedida.

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Texto: Bárbara Gatti/Colaboradora – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Entrevistas: Victor Santos – Consultorias: Alex Born, especialista em neurociência e comportamento humano

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