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Descubra quais regiões do cérebro estão envolvidas na comunicação!

A comunicação depende de muitos sentidos físicos e partes do cérebro para ser realizada. Descubra quais regiões do cérebro estão envolvidas na comunicação!

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Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 04/04/2017 às 10:16
Atualizado às 15:12

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A comunicação humana depende de múltiplos sentidos físicos para ser realizada. Portanto, ela está sujeita a uma complexidade maior do que se pensa. A linguagem é permitida como uma resposta de um receptor à informação provinda de um emissor. Sua interpretação depende de regiões cerebrais, prioritariamente, localizadas no hemisfério esquerdo, onde, na maioria dos seres humanos, concentra maior quantidade de estruturas importantes relacionadas à linguagem, como já explicaram os neurologistas Carl Wernicke e Paul Pierre Broca.

Há mais de um século, Broca sugeriu que havia uma área no cérebro que concentrava os comandos para linguagem. Hoje, essa região recebe o sobrenome do pesquisador – área de Broca – e reúne circuitos responsáveis pela formação de palavras individuais que a caracterizam, portanto, como centro da linguagem oral. Já Wernicke possibilitou o início dos estudos a respeito da área cerebral responsável por formar sentenças orais e escritas, que, depois, foi denominada de área de Wernicke como homenagem ao pesquisador.

duas cabeças de papel com balões de fala acima, indicando comunicação entre as duas silhuetas

Foto: Shutterstock

Em pesquisa realizada em 2012, tal região foi considerada mais próxima da secção frontal do cérebro, revelando a semelhança de localização com o órgão dos primatas, segundo aponta um estudo realizado pelo Centro Médico da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos. Do ponto de vista linguístico, a comunicação é concebida a partir de uma rede de elementos, na qual um emissor produz uma mensagem, organizada a partir de um código, e a destina por meio de um canal, com um conteúdo que será interpretado pelo receptor.

Neste processo, a linguagem pode surgir com funções, como definido por Roman Jakobson, em sua obra Linguistics and poetics (1960) – ou em tradução livre, Linguística e Poética – conferindo ao diálogo emotividade (função emotiva), continuidade ou interrupção (função fática), referência objetiva sobre algo do cotidiano (função denotativa), ordem ou pedido (função conativa), explicação sobre a própria linguagem (função metalinguística) ou intenção poética (função poética).

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Texto: Rafael de Toledo Edição: Angelo Matilha Cherubini

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