ESTILO DE VIDA

Saiba o que são radicais livres e o que os combate

Entenda o que são os radicais livres, suas funções no organismo e como combater o excesso com alimentos que possuem ação antioxidante

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por Redação Alto Astral
Publicado em 16/12/2016 às 12:18
Atualizado às 16:13

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Fala-se muito de radicais livres e como o seu excesso é maléfico à saúde. Mas, afinal, o que eles são? A nutricionista Greice Caroline Baggio responde: “Os radicais de oxigênio (radicais livres) e o superóxido são produzidos de forma contínua e possuem um papel importante nas reações que ocorrem no organismo. Em níveis adequados são essenciais, como na produção de prostaglandinas, combatendo vírus e bactérias.

Copo de suco de uva

Foto: iStock

No entanto, em quantidades excessivas são responsáveis pelos processos patológicos, podendo destruir membranas celulares, como o DNA. O estresse oxidativo e a inflamação são fatores de risco para doenças degenerativas crônicas crescentes na população como o diabetes, doenças cardíacas, câncer, além do envelhecimento precoce”.

Modernidade

Fatores externos também podem estar relacionados ao aumento da produção dessas moléculas. “Fumaça de cigarro, metais radioativos, monóxido de carbono (substância expelida pelo escapamento dos carros), estresse, exercício intenso e exposição solar excessiva são fatores que também ocasionam a formação de radicais livres”, completa a nutróloga e médica ortomolecular Tamara Mazaracki.

Radicais livres, envelhecimento e câncer

As lutas para manter a pele sempre jovem são constantes. Cosméticos, intervenções cirúrgicas entre outros procedimentos são realizados para se livrar das incômodas rugas e marcas de expressão, no entanto, o que muitos não sabem é que tudo isso pode não surtir o resultado esperado se houver uma grande presença de radicais livres no organismo. “O envelhecimento da pele ocorre por um processo conhecido como cross-linking (ligação cruzada), que faz com que as células percam a sua organização espacial.

Esta ligação cruzada pode ser causada por uma substância química, o acetaldeído, presente na fumaça do cigarro e na poluição do ar, associada à ação dos radicais livres. Assim começa o dano às proteínas, lipídeos e DNA presentes nas células cutâneas. A consequência é o enrugamento da superfície e o aparecimento de manchas marrons irregulares, conhecidas como senis”, revela Tamara. Já o câncer, um dos maiores desafios da medicina (por não existir uma cura efetiva para a doença), também pode ser associado à extensa lista de danos que o excesso de radicais livres no organismo pode causar. Isso porque a degeneração do DNA ocasionada por essas moléculas favorece a perda de controle do ciclo celular, formando células cancerígenas.

A fruta em ação

Uma das formas de prevenir o câncer e atrasar o envelhecimento da pele é optar por uma alimentação rica em alimentos antioxidantes. “Os antioxidantes são obtidos através dos alimentos e consistem de vitaminas, minerais e fitonutrientes ou fitoquímicos, como os carotenoides e bioflavonoides. São eles que protegem o nosso corpo da oxidação ocasionada pelos radicais livres. Quanto mais oxidação, mais inflamação, e maior velocidade no processo de envelhecimento”, destaca Tamara. A boa notícia é que a uva está no grupo desses alimentos, graças à presença de flavonoides (pigmentações da casca) que inibem a produção de radicais livres. É essa pigmentação a responsável pela maioria dos benefícios da fruta. “Os flavonoides compõem uma variedade de pigmentos naturais, como as antocioninas e catequinas. Cardioprotetoras, tais substâncias podem ser encontradas em alimentos como: uva, amora, cebola, alho, vinho tinto e chá verde, alimentos com alto potencial antioxidante, que atuam como anticancerígeno”, lista Greice. A fruta ainda é fonte de resveratrol, substância que retarda o envelhecimento, previne doenças cardiovasculares, ajuda no combate ao colesterol e no controle da glicemia, além de outros benefícios.

Mais opções

Além da uva, existem outros alimentos capazes de prevenir o câncer, são eles:

Hortelã: suas folhas possuem flavonoides, que atuam como excelentes anti-inflamatórios. Por conter as propriedades antissépticas, a hortelã também auxilia na prevenção de infecções.

Pimenta: fonte de capsaicina, piperina e quercetina, substâncias que propiciam efeitos analgésicos e anti-inflamatórios, a pimenta contribui para a inibição do crescimento do câncer.

Iogurte: possui lactobacilos, micro-organismos vivos que protegem o intestino de inflamações e toxinas, agindo como probióticos. Por atuar principalmente no sistema digestivo, previne câncer de intestino, estômago e cólon.

Tomate: rico em licopeno, substância que dá a cor ao fruto, o tomate tem alto poder antioxidante, combatendo os radicais livres que são responsáveis pela alteração do DNA das células e consequentemente pelo desenvolvimento de câncer.

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Consultoria: Greice Caroline Baggio, nutricionista; Tamara Mazaracki, nutróloga e médica ortomolecular