ESTILO DE VIDA

Memória protegida com as propriedades terapêuticas de chia

A chia pode ter um papel importante contra a ansiedade, a depressão e ainda colaborar com a memória, além de ser fonte valiosa de ômega-3

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Foto: iStock

por Redação Alto Astral
Publicado em 25/11/2016 às 12:58
Atualizado às 12:41

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Por ser fonte de omêga-3, aminoácidos, vitaminas, minerais e antioxidantes, além do excelente perfil de ácidos graxos, a chia torna-se um alimento auxiliar no tratamento e da prevenção de diversas doenças inflamatórias, protegendo também o cérebro. Porém, como a nutricionista Mariana Jones alerta, nenhum alimento faz milagre sozinho. “É extremamente importante que haja uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes e compostos bioativos”, afirma. Como a inflamação crônica está presente nessas doenças, nota-se que, somada a uma boa alimentação para que haja nutrição celular efetiva, a utilização da semente de chia pode ser uma grande aliada. “Além disso, possui boa concentração de minerais, sendo uma excelente opção como fonte proteica”, complementa a profissional.

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Foto: iStock

Boa memória sempre

Com o processo do envelhecimento, é comum a perda de células neuronais. Porém, com a maior exposição a fatores de risco, ocorre uma aceleração desse processo, muitas vezes interferindo na qualidade de vida, assim como deficiências nutricionais, excesso de radicais livres, estresse, álcool, medicamentos, fumo, poluição ambiental, alteração do fluxo sanguíneo cerebral e intoxicação por metais pesados. O cérebro é rico em ácido graxo poli-insaturado e o seu funcionamento depende dos neurotransmissores. Assim, a ingestão de nutrientes interfere no desempenho da memória e da função cognitiva. “Alguns nutrientes, como os encontrados na chia, são fundamentais para manter a boa memória, entre os quais estão a gordura de boa qualidade, nutrientes para formação de neurotransmissores, vitaminas E e C, selênio, zinco, cobre e manganês, ácidos antioxidantes e fitoterápicos”, diz Mariana.

Luta contra a ansiedade

Existem alguns subtipos de ansiedade, com etiologias diferentes. “Elas variam de acordo com severidade, duração dos sintomas, respostas fisiológicas e foco do medo”, ensina a profissional. Há, também, os sintomas físicos e psicológicos, como fadiga, compulsão, irritabilidade, palpitações e alterações no sono. Estudos sugerem que ocorrem alterações hipocampais, além de uma desregulação de neurotransmissores. E evidências apontam que há uma correlação com um desbalanço no córtex pré-frontal e da amígdala, em pessoas com transtornos de ansiedade. “Por ser rica em ômega-3, a chia reduz a formação de coágulos, diminui o colesterol circulante e ajuda na regulação da pressão arterial, além de auxiliar nos casos de ansiedade, melhorando o nosso humor”, justifica a nutricionista Heloisa Rocha. De acordo com a profissional, 100g de chia têm oito vezes mais ômega-3 do que um pedaço médio de salmão, por exemplo.

Mal do século

A depressão é uma doença neuropsiquiátrica crônica, que causa uma diminuição da qualidade de vida e incapacitação física funcional. Segundo estudos, é mais prevalente em mulheres entre 25 e 44 anos. “Existem alguns fatores ambientais que interferem no desenvolvimento da depressão, como estresse, traumas emocionais, intoxicação por metais e deficiências nutricionais”, explica Mariana. Em todas as circunstâncias é importante eliminar o fator desencadeante e sincronizar o tratamento nutricional e medicamentoso. Dessa forma, o tratamento ideal envolve o uso de medicamentos tradicionais e modulação da IDO (enzima que desvia triptofano e o converte em quinurenina) para aumentar triptofano e diminuir glutamato.

“E os nutrientes envolvidos nesse processo bioquímico são o triptofano, vitaminas do complexo B, antioxidantes, ômega-3, zinco, vitaminas D e E, selênio e magnésio, quase todos encontrados na chia”, conta a nutricionista. Além disso, estudos também demonstram a relação entre o intestino e a depressão. “Já que alterações na microbiota intestinal, com um aumento de bactérias gram-negativas e uma permeabilidade alterada, levam ao desenvolvimento de mais sintomas depressivos”, diz a profissional. Ou seja, é fundamental o tratamento também com probióticos, assim como a semente, que promovem a saúde intestinal.

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