ESTILO DE VIDA

Procrastinação colabora para o sentimento de ansiedade

Você costuma ficar adiando tarefas chatas ou que vão dar muito trabalho? Saiba o que esse ato pode ter a ver com a ansiedade

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Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 15/09/2016 às 19:16
Atualizado às 20:57

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Na contramão de ser super eficiente, existe a procrastinação. É o ato de adiar tarefas consideradas difíceis ou trabalhosas pela mente que, para evitar o desconforto, passa a dirigir a atenção para atividades mais imediatas e capazes de prover prazer. Cientificamente falando, tarefas procrastinadas são aquelas que acionam uma estrutura cerebral chamada amígdala, cuja missão é evitar a dor e o desagrado.

Procrastinação colabora para o sentimento de ansiedade

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“Neste caso, a amígdala cerebral direciona a atenção do momento para, por exemplo, a leitura de e-mails ou visualização do Facebook, onde há sempre a chance de surgir uma boa nova!”, explica Portner. Assim, procrastinar traz bem-estar momentâneo, porque afasta um incômodo. Alguns pesquisadores, inclusive, defendem a ideia de que o ato é um mecanismo programado pelo cérebro para evitar aborrecimentos.

Exceso de planos colabora para a ansiedade

Quando o assunto é ansiedade, momentos de procrastinação ajudam a afastá-la, já que é dada uma pausa no ritmo frenético de cobranças e ações. Viver de planos cria expectativas que podem fazer com que o ansioso sofra duas vezes: esperando que as ações aconteçam e se decepcionando, caso elas não aconteçam exatamente como planejado — o que, convenhamos, representa uma grande possibilidade. Estar o tempo todo arquitetando o que precisa fazer, estudar, pesquisar, enfim, as ações futuras, coloca o indivíduo em transe, o impedindo de viver o presente, prospectando o futuro à base de muita ansiedade.

Por isso, ter intervalos na rotina reservados para o “nada”, ou melhor, para a procrastinação, ajuda a levar a vida com menos pressão. “É preciso desafiar o crítico interno que nos cobra perfeição e exige que tenhamos que dar conta de tudo, como heróis e heroínas, e nos faz impor a nós mesmos obrigações e fardos que drenam a energia e produzem uma culpa exagerada. Aliviar esta responsabilidade e relaxar de tempos em tempos é indispensável para nosso bem-estar físico e, principalmente, mental”, afirma a especialista em inteligência emocional Semadar Marques.

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Consultorias: Martin Portner, neurologista especialista em neurociência pela Universidade de Oxford, no Reino Unido; Semadar Marques, especialista em empatia, inteligência emocional, propósito de vida e liderança colaborativa.

Texto e Entrevistas: Natália Negretti – Edição: Augusto Biason / Colaborador