Anvisa registra primeiro teste de farmácia para diagnóstico de HIV

O novo teste de HIV é um avanço para detecção do vírus e tem previsão de até três meses para comercialização em drogarias e farmácias

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teste de HIV - mão segurando fita vermelha símbolo da aids

por Redação Alto Astral
Publicado em 18/05/2017 às 08:51
Atualizado às 08:51

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro de teste de HIV (sigla, em inglês, do para a imunodeficiência humana) que detecta a presença do vírus de forma rápida e será vendido em farmácias e drogarias do Brasil. O autoteste é chamado Action e passará a ser fabricado pela empresa Orange Life Comércio e Indústria.

O registro é primeiro passo rumo à comercialização do produto e um avanço na detecção de portadores que, até então era feita somente com a presença de profissionais de saúde em laboratórios, centros de referência e unidades de testagem móvel.

O mecanismo do exame funciona de forma semelhante ao dos existentes para medir a glicose em diabéticos. Com um aparelho, algumas gotas de sangue são coletadas e colocadas em contato com um reagente e, segundo o fabricante, o resultado pode ser visto em 20 minutos.  Se for positivo, linhas são formadas em um mostrador.

O prazo para o início das vendas ainda não foi divulgado. A Câmara de Regulação do Mercado Medicamentos é responsável por analisar o preço do produto e tem prazo estimado de três meses para uma decisão final.

imagem da caixa e dos itens do novo teste de HIV

O teste de HIV, produzido pela Orange Life, mostrará o resultado em até 20 minutos – Foto: Divulgação

O presidente da empresa fabricante acredita que em até 30 dias o produto deve estar disponível para o público e as negociações com as redes de farmácias já estão acontecendo. A fábrica da empresa, localizada no Rio de Janeiro, tem capacidade para produzir até 100 mil testes por mês.

Porém, o novo teste de HIV ainda apresenta uma falha. Apesar de ter uma grau de precisão e efetividade avaliado em 99,9%, a presença do vírus só é identificada após 30 dias contando da data de exposição. O resultado, mesmo que negativo, deve ser confirmado outra vez depois de mais 30 dias do primeiro teste até completar 120 dias após a exposição.

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