ESTILO DE VIDA

Preconceito causa desperdício de sangue no Brasil

A doação de sangue no Brasil poderia ser mais eficaz se os homens homossexuais pudessem ser doadores sem nenhum tipo de restrição.

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FOTO: Olga Besnard/Colaboradora e Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 05/09/2016 às 19:44
Atualizado às 20:58

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Você já deve ter visto que, frequentemente, ocorrem campanhas para conscientizar as pessoas da importância da doação de sangue. Apesar de todos os esforços para tingir a meta, ainda existe um obstáculo: o preconceito.

O preconceito inviabiliza a doação de sangue

FOTO: Olga Besnard/Colaboradora e Shutterstock

No Brasil, homens homossexuais só podem contribuir doando sangue se passarem 1 ano sem manter relações sexuais. Em outras palavras, o desfalque nos hemocentros torna-se considerável. Para se ter uma ideia, em 2014, apenas 1,8% da população brasileira doou 3,7 milhões de bolsas – sendo que o recomendado pela ONU (Organização das Nações Unidas) é que de 3 a 5% dos habitantes de um país seja doadora.

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De acordo com o Ministério da Saúde, esse tempo de “resguardo” antes da doação faz parte de um conjunto de regras sanitárias para proteger quem vai receber a transfusão de possíveis infecções. Com isso, o Brasil desperdiça 18 milhões de litros de sangue ao ano. Embora esse cenário seja assustador, ele melhorou, pois até 2004, homens que fazem sexo com homens (HSH) eram proibidos de serem doadores.

Outras restrições para doação de sangue no Brasil

*Uso de medicamentos controlados

*Ser portador de diabetes

*Ter tido hepatite após os 10 anos de idade

*Ter feito uso de droga ilícita injetável alguma vez na vida

*Apresentar doenças transmissíveis pelo sangue, como hepatite e AIDS

Fonte: ONU (Organização das Nações Unidas) e Ministério da Saúde