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É preciso estar atento aos sinais da ansiedade infantil

O transtorno de ansiedade pode afetar tanto os adultos como também as crianças. Saiba o que fazer para atenuar os reflexos nos pequenos.

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FOTO: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 24/08/2016 às 19:06
Atualizado às 20:59

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Engana-se quem pensa que ansiedade é exclusividade de adultos. As crianças e os jovens também podem estar propensos a desenvolver um transtorno de ansiedade dependendo do ambiente em que vivem e suas rotinas. Por isso, a atenção às reações das crianças é essencial para a identificação do quadro.

Segundo a psicóloga Fernanda Medeiros, alguns dos principais sinais são “excessiva preocupação na maioria dos dias da semana, problemas para dormir à noite, enurese (fazer xixi na cama), inquietação ou fadiga excessiva, irritabilidade frequente, dificuldades de manter a atenção, principalmente para tarefas de rotina e escolares; e complicações na socialização”.

ansiedade infantil

FOTO: iStock.com/Getty Images

Todo esse processo de diagnóstico também gira em torno de demonstrar interesse na rotina delas, questioná-las, observá-las e oferecê-las uma abertura maior para diálogos, ou seja, proporcionar um ambiente favorável para que se sintam confortáveis. Com isso, a chance de se evitar os sentimentos reprimidos aumenta, já que as crianças irão notar que se trata de um apoio e não de uma ameaça.

O caminho para o controle

Os pais e responsáveis, após notarem alguns sinais ligados à ansiedade, devem buscar ajuda profissional para um tratamento mais eficaz, já que este é realizado de maneira diferente ao dos adultos. “A terapia com um psicólogo aparece, portanto, como uma maneira mais incisiva nos casos dos transtornos de ansiedade infantil. Por meio desse método, a criança pode experimentar novas maneiras de pensar e agir em situações que lhe causam ansiedade”, explica a psicóloga Fernanda Medeiros.

Em alguns casos, atividades e ferramentas lúdicas são utilizadas como forma de aproximar o especialista do paciente. Já nos quadros mais graves, também é válida a prescrição de medicamentos que ajudam a controlar a ansiedade.

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Consultoria: Fernanda Medeiros, psicóloga e coordenadora pedagógica no colégio Objetivo, de Campinas (SP).

Texto: Vitor Manfio/Colaborador – Entrevistas: Natália Negretti – Edição: Augusto Biason/Colaborador