ESTILO DE VIDA

Perda de memória: quando se preocupar?

Muitas vezes, as pessoas acabam se esquecendo de coisas no dia a dia. Mas, afinal, quando a perda de memória é grave ou sinal de doenças?

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FOTO: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 25/08/2016 às 19:24
Atualizado às 20:59

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Alguma vez você encontrou uma pessoa na rua que lhe parecia familiar, mas não conseguia se lembrar do seu nome ou de onde a conhecia? Ou, então, marcou um compromisso com alguém e acabou se esquecendo? Todas essas situações de falta de memória podem acontecer com qualquer pessoa, inclusive com quem não apresenta nenhum tipo de doença neurodegenerativa. “A memória é um processo complexo que depende de inúmeros fatores e do grau de atenção da pessoa. Ao recebermos qualquer informação externa, conseguimos retê-la, por no máximo, um segundo. Quando o conteúdo não é processado, ele se apaga, pois não podemos sobrecarregar o sistema neurológico”, explica o neurologista Custódio Michailowsky Ribeiro.

A perda de memória pode ser comum em alguns casos

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Memória falha é sinal de alerta?

Todas as pessoas se esquecem de acontecimentos ou fatos, umas menos e outras mais. O problema é quando a sua vida e suas atividades diárias começam a ficar comprometidas. Assim, não lembrar o nome de familiares próximos ou não conseguir fazer um caminho habitual são exemplos de quando a perda de memória torna-se um sinal de algo mais grave.

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Amnésia não é um esquecimento comum

No caso do paciente de Alzheimer, o esquecimento acontece em decorrência da destruição dos circuitos neuronais responsáveis pela aquisição da informação, tornando a falha de memória algo rotineiro. “Tudo começa com as estruturas mesiais do lobo temporal, que são o hipocampo – porta de entrada da memória -, e as áreas cerebrais vinculadas à olfação e à degustação. Assim, os neurônios destas áreas começam a se desintegrar e prejudicar o circuito neuronal”, justifica o profissional.

Por que esquecemos das coisas?

Os lapsos de memória são comuns e não significam, obrigatoriamente, a existência de doenças. Ao ingerir grande quantidade de bebida alcoólica, por exemplo, é possível que haja comprometimento desse sentido. Além disso, medicações, traumas cranianos e alguns alimentos também podem causar esquecimento. Outras doenças, como hipotireoidismo e diabetes também possuem relação com o ato de esquecer.

Consultoria Custódio Michailowsky Ribeiro, neurologista