ESTILO DE VIDA

Parkinson: o que acontece no cérebro com a doença

O Parkinson compromete o sistema neurológico de forma progressiva e permanente. Saiba mais sobre o transtorno, as causas e seu tratamento.

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 09/08/2016 às 18:59
Atualizado às 21:01

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Quem se lembra do papa João Paulo II em seus últimos anos de vida deve recordar de suas mãos sempre trêmulas. O pontífice sofria de Parkinson, o que o impedia de ter controle completo de seus movimentos.

A doença neurodegenerativa se caracteriza pela ausência de dopamina no cérebro, causando um mau funcionamento do organismo. Contudo, sua ocorrência não tem o motivo totalmente identificado. O que se sabe, até agora, é que, geralmente, o distúrbio não tem ligação hereditária.

Bem-estar comprometido

Além de afetar o bom funcionamento do cérebro, bem como da coordenação motora, o Parkinson ainda pode colaborar para o surgimento de outros transtornos mentais. “O próprio processo neurodegenerativo, o uso das medicações para o tratamento e a capacidade do paciente em lidar com a doença, que envolve sua vivência subjetiva frente ao problema, podem contribuir para o adoecimento mental nestes pacientes”, destaca Adiel.

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A perda das funcionalidades cerebrais pode afetar diversas áreas além das que há concentrações de dopamina, como as chamadas de núcleo da rafe e locus cerúleo, sendo responsáveis pelos sintomas não motores da doença. De acordo com Adiel, estes sinais podem aparecer muito antes dos sintomas motores, mais característicos do Parkinson.

Tratamento

A síndrome não tem cura, mas tem tratamento que ameniza seus sintomas. É baseado, principalmente, na medicação de dopamina, um neurotransmissor indispensável para a atividade normal do cérebro. “A dopamina encontra-se comercialmente disponível sob a forma farmacêutica da chamada Levodopa ou simplesmente levodopamina”, afirma Salem.

Nem tão velho assim

Apesar de se caracterizar como um distúrbio da terceira idade, há relatos de casos já na meia idade, afetando, principalmente, indivíduos do sexo masculino. “O Parkinson pode incidir em uma faixa etária mais jovem, até mesmo sendo antes dos 50 anos de idade, embora isso seja muito raro de acontecer”, explica o neurologista.

Na busca da prevenção

Assim como a maioria dos transtornos mentais, a prevenção e a cura não são simples. Apesar do imenso número de pesquisas sobre o Parkinson, até o momento não existe nada comprovado que previna seu surgimento.

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Consultorias: Adiel Rios, psiquiatra no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e MD do programa de pós-graduação em Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Peter Salem Junior, neurologista.

Texto e entrevistas: Natália Negretti – Edição: Augusto Biason/Colaborador