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Pânico pode ser confundido com infarto. Veja as diferenças

Devido à intensidade dos sintomas, as crises de pânico podem ser confundidas com o infarto. Veja as diferenças entre a sensação e o problema cardíaco.

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Foto: Reprodução/GettyImages

por Redação Alto Astral
Publicado em 31/07/2018 às 14:35
Atualizado às 17:07

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“Durante uma crise de pânico, a pessoa pode ter sintomas parecidos aos de um infarto, como falta de ar, coração acelerado e transpiração excessiva”, esclarece o psicólogo cognitivo comportamental Leonardo Barros. Caso esses sintomas apareçam pela primeira vez, o paciente deve ir imediatamente ao hospital para avaliar se é um infarto.

Por outro lado, se ele já teve os sintomas diversas vezes e não foi diagnosticado nenhum problema no coração, pode ser que, de fato, seja síndrome do pânico. O desencadeamento dessa patologia pode ter relação, em alguns casos, com a herança familiar ou com acontecimentos estressantes que podem causar grande ansiedade.

pânico

Foto: Reprodução/GettyImages

O psiquiatra forense Hewdy Lobo ressalta que o infarto é um adoecimento físico com dores intrinsecamente fortes, correspondente à falta de sangue em algumas partes do coração, diferente do pânico, que apenas recorre a um desconforto, sem lesões. “A diferença essencial é que, no infarto, a dor tende a ser contínua e o desconforto, predominante no peito; no ataque de pânico, os sintomas são sazonais, vão e voltam com desconforto mais generalizado, além do medo de perder o controle emocional”, conclui Hewdy.

Para evitar que o estresse se acumule ou que a situação saia do controle, o psiquiatra recomenda a prática de atividades físicas regulares, o controle no uso de condimentos, como os temperos de cozinha – que podem contribuir para o aumento da pressão –, além de evitar o uso de drogas e utilizar a respiração a seu favor durante uma crise.

Consultorias: Leonardo G. Barros, psicólogo cognitivocomportamental e especialista em PNL (Programação Neurolinguística e diretor do Ibrhe); Hewdy Lobo Ribeiro, médico psiquiatra forense | Texto e entrevistas: Nathália Piccoli/ Colaboradora – Edição: Augusto Biason/Colaborador

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