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Como nasce uma organização criminosa? Entenda sua origem

Inicialmente, elas agem em pequenas causas. No final, tornam-se uma grande dor de cabeça para o poder público. Saiba como nasce uma organização criminosa

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FOTO: iStock/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 27/11/2016 às 08:19
Atualizado às 15:17

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O termo máfia é aplicado atualmente a qualquer organização criminosa que aja de maneira oculta com infiltração na sociedade civil. Assim, o esquema apresentado a seguir pode ser aplicado a diversos grupos, pois muitos se apoiam nas mesmas estruturas para conquistar seu poder. Saiba como esses grupos nascem.

chefe da máfia com filhos, armados, sala

FOTO: iStock/Getty Images

Poder paralelo

Uma pessoa ou um grupo com forte influência (dinheiro ou poder) em determinada região oferece ajuda contra uma ameaça externa que os meios oficiais, como a polícia ou o governo, não conseguem lidar. Pode ser para combater criminosos que aterrorizam um bairro ou uma cidade, por exemplo.

O grupo então consegue resolver o problema e ganha status de liderança, substituindo o poder oficial. Em troca da continuidade da ordem, pede dinheiro a comerciantes e moradores regularmente. Caso não paguem, sofrem ameaças.

yakuza organização criminosa

A Yakuza é a mais influente organização criminosa no Japão
Foto: Wikimedia Commons

Fonte de manutenção

Como dinheiro gera dinheiro, o grupo busca outras fontes de renda (ilícitas) para manter sua força. Um meio muito utilizado é o contrabando de cigarros, que geralmente possuem alta carga tributária. Tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e assaltos também fazem parte da lista.

Associações obscuras

Quando o poder público toma conhecimento do problema, a organização criminosa já ganhou força. Os moradores da região fazem voto de silêncio em lealdade ou por medo de represálias. Autoridades, como policiais ou políticos, são subornados para evitar denúncias ou facilitar processos.

A fim de ampliar o poder, os chefes dos grupos se unem a outras gangues em regiões diferentes. Em alguns casos, agem também em outros países, a fim de criar conexões internacionais que facilitem, por exemplo, a entrada de drogas ou a exploração de trabalhadores imigrantes.

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TEXTO Thiago Koguchi