Nomofobia: entenda como funciona esse distúrbio relacionado ao celular

Se você ainda não sabe o que é nomofobia, como ela se manifesta e como afeta o comportamento diário da maioria das pessoas, saiba mais!

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Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 18/11/2016 às 12:14
Atualizado às 12:01

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Whatsapp, Facebook, Twitter e YouTube… As formas de se manter conectado aumentam a cada dia e, com isso, é praticamente impossível encontrar alguém que não tenha acesso à internet. Seja para acompanhar a vida de amigos e parentes (ou até mesmo de pessoas que você nem conhece), conversar com conhecidos, assistir a vídeos, jogar os mais variados tipos de jogos, compartilhar informações ou simplesmente passar o tempo, a rotina digital é uma realidade para muita gente.

Apesar de facilitar a comunicação e permitir cada vez mais conhecimento, o excesso de tempo gasto conectado pode prejudicar não só a interação com outras pessoas, como também a sua própria saúde, seja “alimentando” sentimentos variados como inveja, raiva, saudade ou até comprometendo seu sono. Quer saber mais sobre o assunto? Então, esqueça por alguns minutos o mundo virtual, preste muita atenção nas próximas páginas e aproveite a leitura.

Celular nomofobia aplicativos

Foto: Shutterstock

Muito prazer, nomofobia!

Essa palavra é incomum e pode gerar um certo estranhamento para quem a ouve. Contudo, seu significado é bastante conhecido e se aplica ao dia a dia de muitas pessoas. “Nomofobiaé quando o indivíduo não consegue ficar longe do seu celular ou quando fica impossibilitado de se comunicar”, explica a psicóloga clínica Letícia Guedes. É bem possível que você tenha se identificado, não é mesmo? Mas vale ressaltar que aquelas pessoas que usam muito o celular por causa do trabalho, ou por algum outro motivo, não necessariamente têm o distúrbio. “É preciso entender até que ponto você não é capaz de viver sem seu celular ou como ele interfere na sua vida social e profissional. Muitas pessoas não conseguem ficar um minuto sem o aparelho e o hábito pode resultar em um vício, trazendo malefícios à sua saúde”, alerta a profissional.

Mas, então, como identificar esse problema e como tratá-lo? “A partir do momento em que a vida pessoal ou profissional fica prejudicada, cabe questionar a necessidade de estar conectado 24 horas por dia e corrigir as causas desses comportamentos compulsivos”, ensina o neurologista Fabio Sawada Shiba. Já o tratamento indicado é o acompanhamento com um psicólogo, pois essa patologia é tratada como outras fobias. “É preciso um auxílio para tratar da ansiedade, pois é ela que faz com que as pessoas tenham o problema da nomofobia”, finaliza Letícia.

Foto: iStock.com/Getty Images

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Curta essa ideia

Quantas vezes você não se conectou ao Facebook e ficou online muito mais tempo do que o planejado? Embora seja divertido verificar a sua linha do tempo, ver o que seus colegas fizeram no fim de semana, conversar com os amigos e curtir fotos, passar horas nessa rede socialtambémnão faz bem à saúde.

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, 16 milhões de adultos americanos sofreram um episódio de depressão em 2012, número equivalente a quase 7% do total de usuários do Facebook. Mas isso prova que essa rede social está mesmo relacionada à depressão ou foi apenas uma coincidência? Uma série de estudos feitos por cientistas do mundo todo mostram que o Facebook pode gerar uma comparação social. Como assim? Gastar muito tempo imerso em fotos e atualizações de status gera a impressão de que a pessoa está sendo socialmente superada. Até porque ninguém compartilha dor ou momentos de tristeza: a maioria das pessoas que está no Facebook quer mostrar o apenas o seu sucesso.

Então, em vez de ficar horas e horas conectado a essa e outras redes sociais parecidas, que tal usar o seu tempo com atividades diferentes? Vale marcar um encontro com os amigos, sair e praticar alguma atividade física, colocar filmes e seriados em dia… Dessa forma, você espanta a depressão e mantém o círculo de amizades fortalecido.

Vença o vício

Existem maneiras bem fáceis de diminuir o tempo online. Confira:

  • Faça atividades físicas: passar um tempo ao ar livre praticando exercícios dificulta a interação por formas digitais.
  • Menos redes sociais: nem sempre ficar conectado é algo ruim. Por exemplo: você pode utilizar a internet para fazer cursos livres, conhecer roteiros de viagem ou procurar receitas de culinária.
  • Desapegue: se você costuma carregar o celular para qualquer lugar – mesmo que seja da sala para a cozinha -, tente deixá-lo longe de você por alguns períodos.
  • Consigo mesmo: busque momentos solitários, sem interrupções – um bom banho pode ser um começo.
  • Momento crítico: depois de alguns dias seguindo essas dicas, faça uma autoavaliação e tente verificar o tempo dedicado à internet, assim, será mais fácil verificar se está tendo progressos.

Texto: Larissa Tomazini

Consultoria: Fabio Sawada Shiba, neurologista; Letícia Guedes, psicóloga

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