Mortalidade por infarto agudo do miocárdio aumenta em 30% no inverno. Entenda!

Por causa das baixas temperaturas, o funcionamento do metabolismo é alterado, podendo desencadear mudanças no corpo que podem levar ao infarto agudo

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No inverno, o metabolismo do corpo é alterado, desencadeando reações que podem levar ao infarto. FOTO: Pixabay

por Redação Alto Astral
Publicado em 24/07/2017 às 07:00
Atualizado às 07:00

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Quando começa fazer aquele friozinho, a primeira preocupação das pessoas é encontrar formas de não contrair um resfriado ou uma gripe forte. Contudo, outro problema muito mais grave também deve receber atenção especial nesta época do ano. Em estudo publicado pelo InCor (São Paulo) foi identificado que, em mais de 5 mil vítimas de infarto agudo do miocárdio, a mortalidade era 30% maior nos meses de inverno – ou até 44% maior, se considerados apenas os pacientes com mais de 75 anos de idade. Um grupo de pesquisadores da Unifesp estudou cerca de 200 mil casos de internação por insuficiência cardíaca congestiva no município de São Paulo e observou que o pico de ocorrências se dá nos meses de junho, julho e agosto – sendo 20% superior às hospitalizações no auge do verão.

Segundo Luiz Velloso, cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, os riscos de problemas cardiovasculares aumentam no inverno porque, com a queda da temperatura, diversos hormônios que atuam sobre o sistema circulatório podem apresentar aumento de atividade pela simples exposição do corpo ao frio intenso. “O resultado dessas alterações metabólicas é a contração das artérias, que leva ao aumento da pressão arterial e da frequência e intensidade das contrações cardíacas, sobrecarregando ainda mais o coração e o aparelho circulatório”, explica o médico.

Quanto antes, melhor

O mais difícil é reconhecer os indícios. O infarto agudo do miocárdio pode apresentar manifestações clínicas consideravelmente diferentes do quadro mais comum, com dores intensas na face anterior do tórax e braços, náuseas, suor frio e dificuldade para respirar. Muitos casos apresentam sintomas distintos e, por este motivo, a atitude mais prudente é que todo paciente com desconforto ou dor no tórax de início súbito e sem causa evidente, seja levado imediatamente ao pronto-socorro e examinado como um potencial portador de infarto, até que este diagnóstico seja descartado – mediante avaliação do médico socorrista, através de um eletrocardiograma ou até exames laboratoriais.

Diante de qualquer sintoma semelhante aos do infarto, o aconselhado é procurar um médico imediatamente

Diante de qualquer sintoma semelhante aos do infarto, o aconselhado é procurar um médico imediatamente. FOTO: Shutterstock Images

O cardiologista explica que procurar o pronto-socorro assim que os primeiros sintomas forem identificados pode ser decisivo para o quadro. “O infarto é causado pela obstrução aguda de uma das artérias coronárias, ou seja, o paciente sente dor no tórax enquanto o músculo do coração vai necrosando progressivamente. A perda de grandes quantidades desse músculo pode ser fatal, ou ter consequências drásticas sobre a qualidade de vida do indivíduo. Quanto mais precoce o início do atendimento médico, maior a massa de músculo do coração que pode ser salva da necrose”.

Texto: João Paulo Fernandes/Colaborador | Consultoria: Luiz Velloso, cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo

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