Mitos e verdades sobre a febre amarela

A febre amarela é doença perigosa e precisa ser levado a sério: saiba quais são os principais mitos e verdades sobre o assunto e aprenda a se prevenir!

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A vacinação é a única forma de se prevenir da doença | FOTO: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 20/07/2017 às 08:57
Atualizado às 08:57

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Com a epidemia da febre amarela em algumas cidades do país e a confirmação de casos isolados pelo Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) esclarece as principais dúvidas. “O grande risco é que se o hospedeiro humano (a pessoa que está com febre amarela) for picada pelo Aedes aegypti dentro da zona urbana, esse mosquito pode transmitir a febre amarela para outras pessoas do município – ciclo urbano, quando deixa de existir apenas em matas). Atualmente, a febre amarela está sendo considerada como ciclo silvestre, e todas as pessoas que tiveram confirmação da doença foram por picada de mosquitos que contraíram a doença de macacos”, explica Lucas Gaspar Ribeiro, médico de família e comunidade e membro da SBMFC.

Confira seis mitos e verdades sobre a febre amarela

1. A febre é o principal sintoma. VERDADE. A febre amarela é considerada uma síndrome febril transmitida por mosquito. Assim, o principal sintoma dela é a febre que dura até sete dias. Associados à febre, o paciente apresenta alguns sintomas gerais e inespecíficos: calafrios, dores pelo corpo, dor de cabeça, dor nas costas, mal-estar, náuseas e vômitos.

2. A pessoa fica com a pele amarelada. VERDADE. O nome da febre é característico pois em torno de 15 a 25% dos pacientes ficam com a pele amarelada (icterícia).

3. Qualquer pessoa pode se vacinar. MITO. Atualmente, não são todas as cidades do Brasil que necessitam de vacina, apenas as que têm macacos com febre amarela ao redor (risco elevado da doença). A vacina, como todo medicamento, apresenta riscos à saúde, por isso existem suas indicações e contraindicações. Quem não pode ser vacinado: crianças menores de seis meses e idosos acima dos 60 anos, gestantes e mulheres que amamentam crianças de até seis meses, pacientes em tratamento de câncer e pessoas imunodeprimidas. Em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação para estes grupos, levando em conta o risco de eventos adversos.

4. É possível prevenir. VERDADE. Porém, a única forma de prevenção é a vacinação contra o vírus da febre amarela.  Outro ponto muito importante é o controle do vetor, que na zona urbana é o Aedes aegypti (o mesmo mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya).

5. Existe tratamento específico. MITO. Assim como a dengue, zika e chikungunya, inicialmente é oferecido  suporte para dor e orientação de ingestão de bastante líquido. Caso haja piora dos sintomas, é necessária a internação e alguns casos, inclusive, são internados em UTI.

6. É contagiosa. MITO. A única forma de transmissão da febre amarela é pela picada do mosquito.

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