Memória: ficar sem dormir pode prejudicá-la – e muito!

Entenda exatamente por que é tão importante dormir para não prejudicar a sua memória de forma séria – sono e memória estão intimamente ligados

None
FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 19/09/2016 às 17:43
Atualizado às 11:35

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

Ficar muito tempo sem dormir não provoca apenas cansaço físico, mas também severo desgaste mental – algo que afeta, inclusive, a capacidade de memorização. “Sono insuficiente ou fragmentado resulta em sonolência diurna e alteração comportamental, além de prejuízo na atenção, memória e velocidade de raciocínio”, alerta a especialista Silvana Frizzo.

Memória: ficar sem dormir pode prejudicá-la – e muito!

FOTO: Shutterstock.com

Déficit de memória

Engana-se quem pensa que, durante o sono, o cérebro permanece desligado. Na verdade, ele está apenas trabalhando em um ritmo mais lento, de modo a armazenar e reorganizar as informações mais relevantes recebidas ao longo do dia. Para tanto, são especialmente utilizados os neurônios da região conhecida como hipocampo.

A formação das memórias ocorre, sobretudo, em um estágio do sono classificado pelos cientistas como REM (sigla em inglês para rapid eye movement, ou movimento rápido dos olhos, na tradução), que também está diretamente relacionado aos sonhos. “Principalmente nesse período, ocorre uma limpeza mais significativa dos circuitos cerebrais”, confirma o neurocirurgião Eduardo Barreto. Aos estudantes que, pensando nas provas e trabalhos, passam as noites em claro no final do semestre, fica o alerta: “De nada adianta deixar de dormir para cumprir tarefas e adquirir conhecimento”, lembra o especialista.

Dormir é preciso!

A verdade é que o corpo como um todo sente o impacto negativo da insônia. “A falta ou diminuição de uma fase do sono pode despertar ansiedade, por afetar uma área do cérebro denominada hipotálamo, provocando, inclusive, um desequilíbrio nos centros reguladores de apetite. Se o hipotálamo não funciona direito, isso prejudica também a hipófise (glândula localizada na base do crânio), levando a sintomas como sudorese, taquicardia, depressão e até o funcionamento inadequado da bexiga e do intestino”, complementa o neurocirurgião.

LEIA TAMBÉM:

• Dormir faz muito bem para o cérebro. Entenda!

• 8 dicas para ter uma noite de sono perfeita

Texto: Marcelo Ricciardi/Colaborador – Edição: Victor Santos
Consultorias: Eduardo Barreto, neurocirurgião membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, da Sociedade Brasileira de Coluna e da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor; Silvana Frizzo, neurologista da clínica Medprimus, em São Paulo (SP).

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

Ao assinar nossa newsletter, você concorda com os termos de uso do site.