5 maneiras simples de evitar a demência

Conheça cinco passos que ajudam as pessoas a manter a saúde do cérebro e a reduzir os riscos de se desenvolver o Alzheimer e outras formas de demência

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Foto: iStock e Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 22/11/2016 às 12:03
Atualizado às 12:04

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A ONG britânica, Age UK, fez uma revisão de estudos acadêmicos e encontrou cinco passos que ajudam as pessoas a manter a saúde do cérebro e a reduzir os riscos de se desenvolver o Alzheimer e outras formas de demência. Segundo a organização, cerca de 76% das mudanças nas habilidades cerebrais estão associadas aos fatores ambientais, como o estilo de vida e o nível educacional. Além disso, estes passos para manter o cérebro saudável também são bons para o coração e para a saúde em geral. Confira quais são!

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Foto: iStock.com/Getty Images

1. Movimente-se

O sedentarismo pode afetar processos essenciais do cérebro como o de atenção, percepção, memória e imaginação, ou seja, do seu rendimento cognitivo. “O exercício físico é neuroprotetor e previne a morte de neurônios, o que é fundamental para se manter uma reserva cognitiva adequada até a terceira idade”, explica o neurologista André Felício. Portanto, práticas regulares de exercícios, além de atividades sociais que envolvam debates, leitura, jogos, manutenção do bom humor e controle de emoções, são indicadas para ajudar na prevenção desses tipos de doenças. “Todas essas práticas ajudam o cérebro a sempre formar novas sinapses, que significam ligações entre as células nervosas”, acrescenta a neurologista Sonia Brucki.

2. Prato saudável

Consumir boas taxas de ômega-3 e vitamina E – substâncias que podem ser encontradas em peixes, verduras verde-escuras, sementes e frutas – pode auxiliar na prevenção do Alzheimer e de outras causas de demência. “Uma das armas poderosas nessa prevenção é a nutrição. Cada vez mais estudos demonstram que existem alimentos que favorecem o desenvolvimento da doença e outros que possuem grande fator protetor”, destaca Lia Kubelka Back, doutora em Biologia Celular e do Desenvolvimento. Por isso, o cardápio deve ser sempre balanceado.
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Foto: iStock.com/Getty Images

3. Longe do cigarro

O fato de que o hábito de fumar faz mal à saúde não é novidade. Por conta da fumaça, o tabagismo pode causar danos nas artérias do cérebro, além de aumentar a pressão arterial, diminuir a capacidade de realizar exercícios físicos e favorecer a formação de coágulos sanguíneos – tornando-se fator de risco também para doenças cardíacas. O risco aumenta ainda mais no caso de mulheres fumantes e que fazem uso de anticoncepcional.

4. Álcool só com moderação

Assim como o cigarro, o excesso de álcool no organismo pode causar diversos problemas. Porém, não é necessário retirá-lo por completo do cardápio. Quando consumido com moderação ele pode trazer alguns benefícios para o corpo. Um gole de vinho ou um copo de suco de uva têm poder antioxidante. “Eles protegem as células cerebrais do efeito tóxico dos radicais livres e da formação de placa beta-amilóide devido ao seu alto teor de dois antioxidantes, antocianina e resveratrol”, explica Tamara Mazaracki, nutróloga e médica ortomolecular. A placa beta-amiloide é uma proteína encontrada em excesso no cérebro de indivíduos com Alzheimer.
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Foto: iStock e Getty Images

5. De olho em outras doenças

Hipertensão arterial, diabetes, alterações de colesterol e obesidade são fatores de risco para doenças cardiovasculares e devem ser levados em consideração quando o assunto é a prevenção de demência. Quando a saúde geral não vai bem, fica mais difícil prevenir as doenças. Segundo estatísticas do Hospital Albert Einstein, pessoas com pressão alta têm de quatro a seis vezes mais chances de sofrerem um derrame. Ao longo do tempo, o quadro de hipertensão leva à aterosclerose (acúmulo de placas de gordura nas artérias) e ao enrijecimento das mesmas, o que pode causar o bloqueio ou obstrução de vasos sanguíneos e também ao enfraquecimento das paredes das artérias, provocando a ruptura.
Texto Redação Alto Astral
Consultoria André Felício e Sonia Brucki, neurologistas; Lia Kubelka Back, doutora em Biologia Celular e do Desenvolvimento; Tamara Mazracki, nutróloga e médico ortomolecular
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