Mãe multitarefas: como aliviar o sentimento de culpa quando o tempo parece insuficiente para tantas atividades?

Você é uma mãe multitarefas? Cada dia fica mais complicado arrumar tempo para todos os afazeres? Confira nossas dicas para aliviar as responsabilidades

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Foto: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 31/08/2017 às 10:54
Atualizado às 13:44

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Parar de trabalhar após o nascimento do filho para se dedicar exclusivamente à função materna é uma opção que poucas mulheres podem e querem ter. Na vida moderna é assim: quer ter filhos, tudo bem. Mas não se esqueça de colocar dinheiro em casa, cuidar dos afazeres domésticos, dar atenção ao companheiro e, se sobrar uma horinha, dar um trato no visual. Isso não é problema para a super mãe multitarefas. O difícil é aquela culpa que bate quando o tempo dedicado à família torna-se escasso…

Autojulgamento

• Muitas mães sabem que, como todo ser humano, não são perfeitas e cometem falhas. No entanto, essa percepção não costuma trazer bons sentimentos.

• Vamos listar algumas situações que costumam gerar culpa nas mulheres: trabalhar; não trabalhar; dedicar mais tempo a um filho do que a outro; querer estar com o marido ou amigos; se divertir; estar cansada ou desanimada; querer realizar uma porção de atividades ou simplesmente por querer ficar sozinha, sem fazer absolutamente nada. Haja equilíbrio emocional para enfrentar tudo isso! Mas será possível ser mãe sem estar às voltas com tanta angústia?

• “No meu dia a dia dificilmente vejo mães que conseguem desempenhar, livres de culpa, a função materna”, explica a psicóloga Cynthia Boscovich.

Mãe multitarefas: raiz do problema

• Com tantas funções e responsabilidades, o cotidiano das mulheres torna-se bastante atribulado e complexo.

• É claro que muitos companheiros e pais estão cada vez mais participativos e colaboradores no cuidado com os filhos. Mas existem tarefas que são exclusivamente delas e, por mais que haja alguém que apoie e colabore, não há como delegar por completo o cuidado com os filhos.

• Por essas e outras, é importante ter certeza de todas as atribuições que uma gestação pode trazer. “Cada vez me envolvo mais com essa questão: o filho não é descartável e, a partir do momento em que decide tê-lo, ele estará presente a vida toda. E não adianta dispor de apenas alguns minutos por dia ou terceirizar os cuidados com ele, pois o afeto e o amor de pai e mãe não devem ser delegados a terceiros”, comenta a psicóloga.

• Filho demanda tempo, atenção, cuidado e envolvimento e, segundo Cynthia, essa pode ser a origem de tanta culpa, já que nem sempre é possível dar conta de tudo.

Questão de escolha

• Abrir mão de certas coisas em nome de outras não é simples, nem se livrar da culpa por não ser perfeita. Porém, a todo momento a vida nos coloca em situações de escolhas, e com os filhos não é diferente.

• É preciso ter consciência do fato de que ter filhos não é brincadeira e não dá para mandá-los de volta ou dizer, como as crianças dizem, “não quero brincar mais disso”.

• “Uma saída para lidar com essa questão é tentar olhar para dentro de si e perceber o que de fato o pai e a mãe esperam da própria vida, dos filhos e do que estão vivendo”, sugere a especialista.

• Para isso, buscar o apoio de uma psicoterapia pode ser uma boa alternativa, pois é possível, com a ajuda profissional, entender a causa desses sentimentos e aprender a lidar com eles.

Texto: Giovana Sanches | Consultoria: Cynthia Boscovich, psicóloga clínica e psicanalista

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