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Linguagem visual estimula a inteligência?

Os nossos cinco sentidos têm papéis fundamentais nas atividades cerebrais. Veja como a linguagem visual ajuda a desenvolver a inteligência

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FOTO: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 31/08/2016 às 18:57
Atualizado às 20:59

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Até certo ponto, verdade! Como praticamente todas as informações que absorvemos são por meio de nossos sentidos, a visão tem papel fundamental nesse processo. “O nosso olho possui nervos que nos conectam diretamente a determinadas áreas do cérebro. Tudo aquilo que vemos aciona essas partes. Na prática, você vê algo e ‘manda’ a mensagem para o órgão, que vai fazer a decodificação daquilo que foi visualizado. Assim, essa linguagem visual, na qual há telas e imagens, faz com que a mente retenha aquele dado”, esclarece a mestra em psicologia Maura de Albanesi.

olho e cérebro - linguagem visual

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Todo esse sistema envolve diversas habilidades, entre elas a atenção e a memória. Isso porque, de acordo com o neurologista Martin Portner, “a linguagem visual consiste em uma combinação criativa de palavras e imagens dentro de formas e estruturas definidas. Ela pode ser usada para simplificar conceitos difíceis, ilustrar um significado mais profundo ou auxiliar no pensamento colaborativo”. Por isso, os estímulos também devem ocorrer desde criança, já que podem promover um melhor desenvolvimento.

Um exemplo são os móbiles (objeto com alguns bichos e itens lúdicos que pode ser fixado no topo de um berço), pois promovem uma relação do bebê com outros elementos. “Dessa maneira, ele pode brincar, sorrir ao ver o brinquedo se mexer ou tocar um som, se exercitar com esses movimentos e até resmungar, dando sinais de interação, o que irá auxiliar em sua evolução como um todo. Mas estimular apenas esse sentido não é suficiente, deve-se proporcionar isso em todos os outros”, enfatiza o psicanalista Paulo Paiva.

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Texto: Vitor Manfio/Colaborador – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Entrevistas: Augusto Biason e Vitor Manfio/Colaboradores – Consultorias: Martin Portner, neurologista e mestre em neurociência pela Universidade de Oxford, na Inglaterra; Maura de Albanesi, mestra em psicologia; Paulo Paiva, psicanalista.