Linfoma: você sabe o que é essa doença?

O problema ocorre quando tumores surgem nos gânglios, dando origem ao linfoma. Por isso, procurar um médico é essencial para garantir chances de cura.

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Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 07/12/2016 às 13:09
Atualizado às 12:54

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Os gânglios linfáticos são estruturas espalhadas pelo corpo (pescoço, axilas, virilha, tórax e abdome), responsáveis por defendê-lo de qualquer ameaça. Eles estão conectados por vasos linfáticos, que transportam um fluido claro chamado linfa, composto por linfócitos (tipos de glóbulos brancos). Sua função é remover do organismo células ou seus restos, que não mais desempenham suas funções. E o problema ocorre quando tumores surgem nesses gânglios, dando origem ao linfoma.

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A barreira natural

É por meio dos gânglios linfáticos que o sistema imunológico se arma ao verificar algo de estranho no organismo e, em seguida, tenta combatê-lo. A íngua é um exemplo dessa função. Quando o sistema imunológico identifica uma ameaça, desencadeia uma reação inflamatória que aumenta o gânglio linfático (a íngua) para combater uma possível infecção.

A desordem

O linfoma, ou câncer linfático, se caracteriza pela proliferação anormal e descontrolada de glóbulos brancos nos gânglios linfáticos. Os motivos ainda são desconhecidos, mas o linfoma é resultado de um dano no DNA de uma célula precursora de um linfócito, ou seja, a célula que se transformaria no linfócito. É o acúmulo dessas células que resulta em massas tumorais, primeiro nos gânglios e depois, com a evolução da doença, em diversas regiões do corpo.

Diagnóstico e tratamento

Para diagnosticar o linfoma, o médico especialista poderá fazer um exame clínico acompanhado de biópsia e exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, para comprovar o diagnóstico. Já o controle da doença é feito com radioterapia e quimioterapia. Mas, atenção: nem todas as inflamações nos gânglios linfáticos são tumores. Pessoas que se encontram fora dos grupos de risco também podem desenvolver a doença. Sendo assim, procure um médico especialista para uma avaliação.

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Tipos de linfoma

Os tipos de câncer dos gânglios linfáticos podem ser divididos em dois grupos:

Linfoma de Hodgkin: apresenta um tipo particular de célula, denominada célula de ReedSternberg. Acomete indivíduos entre 15 e 34 anos, ou acima de 60, predominantemente de descendência europeia. Os sintomas são aumento indolor dos gânglios localizados no pescoço, porção superior do peito, interior do peito, axilas, abdome ou virilha, febre, suor durante a noite, coceira, perda de peso e aumento no tamanho do baço.

Linfoma não-Hodgkin: agrupa mais de trinta subtipos de linfomas classificados de acordo com a velocidade de crescimento e progressão – baixo grau, quando a evolução é lenta, e alto grau quando a evolução é acelerada. Indivíduos de idade avançada, principalmente do sexo masculino, portadores de doenças que afetam o sistema imunológico, como por exemplo o HIV, usuários de medicamentos em razão de transplante de órgãos e pessoas que sofrem exposição a produtos químicos, como inseticidas e herbicidas, estão mais sujeitos à doença. Os sintomas são gânglios inchados no pescoço, axila ou virilha, suor excessivo durante a noite, febre, calafrios, fadiga, perda de apetite, perda de peso e baço aumentado.

Texto Redação Alto Astral

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