Linfoma não-Hodgkin: entenda o que é esse tipo de câncer e os possíveis tratamentos

O ator Edson Celulari foi diagnosticado com câncer, Linfoma não-Hodgkin: entenda o que é a doença e seus possíveis tratamentos

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por Redação Alto Astral
Publicado em 20/06/2016 às 15:46
Atualizado às 21:02

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Hoje, o ator Edson Celulari revelou que está com câncer, diagnosticado com um linfoma não-Hodgkin, um tipo raro de câncer que tem origem no sistema linfático. Segundo o Dr. Ricardo Bigni, hematologista do grupo COI e do INCA, os Linfomas Não-Hodgkin incluem mais de 30 tipos diferentes, que podem ser agrupados de acordo com a velocidade de crescimento e progressão da doença. O número de casos praticamente duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas acima de 60 anos, por razões ainda não definidas.

Como identificar a doença

Os Linfomas Não-Hodgkin são agrupados de acordo com o tipo de célula linfóide, se linfócitos B ou T. Também são considerados tamanho, forma e padrão de apresentação na microscopia. Para tornar a classificação mais fácil, os linfomas podem ser divididos em dois grandes grupos: indolentes e agressivos.

  • Linfomas indolentes: têm um crescimento mais lento. Os pacientes podem apresentar poucos sintomas por vários anos, mesmo após o diagnóstico. Porém, a cura nestes casos é menos provável do que nos pacientes com formas agressivas de linfoma.
  • Linfomas agressivos:  podem levar rapidamente ao óbito se não tratados, mas, em geral, são mais curáveis.

Os linfomas indolentes correspondem aproximadamente a 40% dos diagnósticos, e os agressivos, aos 60% restantes.

Sintomas do linfoma não-Hodgkin

Quando diagnosticada no início, a doença apresenta grandes chances de cura. Seus principais sintomas são:

  • Aumento dos gânglios do pescoço, axilas e/ou virilha;
  • Sudorese noturna excessiva;
  • Febre;
  • Prurido (coceira na pele);
  • Perda de peso inexplicada.

Tratamento

Não é fácil fazer o diagnóstico desse tipo de câncer. São necessários vários exames, como biópsia através de incisão da pele, punção, aspiração de medula óssea, punção lombar (retirada do líquido que banha o cérebro e a medula espinhal), radiografia no tórax, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética.

A quimioterapia consiste na combinação de duas ou mais drogas, sob várias formas de administração, de acordo com o tipo de Linfoma Não-Hodgkin. A radioterapia é usada, em geral, para reduzir a carga tumoral em locais específicos, para aliviar sintomas relacionados ao tumor, ou também para consolidar o tratamento quimioterápico, diminuindo as chances de recaída no organismo.

Já para os linfomas com maior risco de invasão do sistema nervoso (cérebro e medula espinhal), faz-se terapia preventiva, consistindo de injeção de drogas quimioterápicas diretamente no líquido cérebro-espinhal, e/ou radioterapia que envolva cérebro e medula espinhal.

Outros casos

 Linfoma não-Hodgkin

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Em 2009, tanto a presidente afastada Dilma quanto a novelista Glória Perez foram diagnosticadas com o linfoma. No caso da presidente, o tumor foi detectado na axila esquerda. Já em Glória foi encontrado na tireoide. Elas passaram por sessões de quimioterapia, perderam os cabelos, mas deram a volta por cima.

Reynaldo Gianecchini também foi diagnosticado com a doença em 2011, aos 38 anos.

Linfoma não-Hodgkin: entenda o que é esse tipo de câncer e os possíveis tratamentos

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A incidência do linfoma não-Hodgkin é mais comum em homens e aumenta progressivamente com a idade.

Para mais informações, acesse o site do INCA (http://www.inca.gov.br/)

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