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Leucemia: confira quais são os sintomas e o tratamento da doença!

A leucemia é uma doença maligna do sangue, um tipo de câncer, que tem como principal característica o acúmulo de células jovens na medula óssea.

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 22/09/2016 às 20:34
Atualizado às 20:57

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A leucemia é uma doença que afeta os glóbulos brancos do sangue, células responsáveis por proteger o organismo contra infecções. As células sanguíneas são produzidas na medula óssea e, com o câncer, esse processo é prejudicado: há um aumento de células jovens anormais, que ocupam a medula e impedem a produção de glóbulos vermelhos, plaquetas e glóbulos brancos maduros. Por isso, por exemplos, uma anemia de difícil tratamento pode ser um sinal da doença.

simbolo da campanha contra leucemia

FOTO: Shutterstock.com

Sintomas

Os principais sintomas da leucemia, decorrem do acúmulo de células defeituosas na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos (causando anemia que, por sua vez, causa fadiga e palpitação), dos glóbulos brancos (deixando o organismo mais sujeito a infecções) e das plaquetas (ocasionando sangramentos das gengivas e pelo nariz, manchas roxas na pele ou pontos vermelhos sob a pele). Veja outros sintomas:

  • Gânglios linfáticos inchados, mas sem dor, na região do pescoço e das axilas;
  • Febre ou suores noturnos;
  • Perda de peso sem motivo aparente;
  • Desconforto abdominal (provocado pelo inchaço do baço ou fígado);
  • Dores nos ossos e nas articulações.
pessoa doente

FOTO: Shutterstock.com

Caso a leucemia afete o Sistema Nervoso Central (SNC), os sintomas são:

*Dores de cabeça
*Náuseas,
*Vômitos,
*Visão dupla e desorientação.

Tratamento

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o tratamento tem o objetivo de destruir as células leucêmicas, para que a medula óssea volte a produzir células normais. Para alguns casos, é indicado o transplante de medula. “A quimioterapia não consegue curar uma parte dos pacientes, então é preciso procurar um doador para realizar o transplante de medula óssea. Primeiramente, procuram-se os irmãos do paciente, depois busca-se nos bancos de medula ou de cordão umbilical”, informa o hematologista Rodrigo Santucci. Além disso, o tratamento também é feito por etapas. São três fases:

1° fase: Consolidação (tratamento intensivo), que busca obter a remissão completa, ou seja, um estado de aparente normalidade após a poliquimioterapia (uso de várias drogas para tratamento de uma doença);

2° fase: Reindução (repetição dos medicamentos usados na fase de remissão);

3° fase: Manutenção (o tratamento é mais brando e contínuo por vários meses).

mulher doente

FOTO: Shutterstock.com

Importância da doação!

Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos pode ser um doador de medula óssea. Basta se cadastrar como voluntário nos hemocentros. No cadastro, é coletada uma amostra de sangue para verificar as características genéticas. Os dados pessoais ficam registrados no banco de medula óssea e, caso seja verificada a compatibilidade com o paciente, o doador é consultado para confirmar o transplante. O procedimento é feito em centro cirúrgico e, com anestesia peridural ou geral, são realizadas punções nos ossos da bacia, para que a medula seja aspirada. Causa apenas um incômodo local no doador, que pode ser amenizado por analgésicos, e as células se recompõem em cerca de 15 dias.

Leia também: 

Consultoria Instituto Nacional do Câncer (INCA); Rodrigo Santucci, hematologista