ESTILO DE VIDA

Jogos violentos deixam os filhos mais agressivos?

É um dilema para os pais a relação entre os jogos violentos e a educação dos filhos. Mas, segundo uma pesquisa, videogames não deixam as crianças violentas

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FOTO: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 13/09/2016 às 19:53
Atualizado às 20:57

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Esse é um assunto que vem atormentando a vida dos pais há tempos. Mas, se seu filho costuma jogar games com conteúdo violento, saiba que esses jogos não irão torná-lo uma criança violenta: é o que diz uma pesquisa publicada na revista científica Psychology of Popular Media Culture em agosto de 2016.

Realizado com crianças de 12 anos, o estudo mostrou que os games têm menos influência sobre as reações infantis do que se imaginava. Isso porque o comportamento de 304 crianças britânicas foi analisado, com base em entrevistas que revelavam quanto elas estavam expostas a jogos violentos e como era seu comportamento com os amigos, na escola e na comunidade onde viviam.

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FOTO: Shutterstock Images

Os pais também responderam esses questionamentos. A constatação foi surpreendente: ao contrário da maioria dos estudos que estuda a relação entre videogames e agressividade, os cientistas não encontraram nenhuma ligação entre um aumento de comportamentos agressivos e o envolvimento com games, mesmo que violentos. Além disso, as crianças também não apresentavam uma frequência maior de atitudes antissociais e de bullying com os colegas.

Outros tipos de jogos

A estimulação cognitiva se baseia em três pilares para pessoas de qualquer idade: novidade, variedade e desafio crescente. “Para as crianças, o lúdico é muito importante. Por isso, os pequenos podem trabalhar com jogos de tabuleiro e outras brincadeiras, como telefone sem fio, por exemplo.

Assim, eles estimulam o cérebro de maneira divertida e desafiadora”, explica a pesquisadora em processos cognitivos pela Universidade Europeia Miguel de Cervantes, de Valladolid, na Espanha, Solange Jacob.

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Texto e entrevista: Larissa Tomazini – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultoria: Solange Jacob, pesquisadora em processos cognitivos pela Universidade Europeia Miguel de Cervantes, de Valladolid, na Espanha