ESTILO DE VIDA

Inteligência: tudo começa quando somos bebês?

É certo que a infância é um período em que absorvemos tudo quanto é tipo de coisa. Mas, e quando somos bebês: a inteligência já começa a ser desenvolvida?

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FOTO: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 01/09/2016 às 19:22
Atualizado às 20:58

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Verdade! “Os recém-nascidos estão prontos para absorver tudo ao redor por meio de seus sentidos e habilidades, como linguagem, tato, olfato, paladar, visão, audição, emoções e raciocí­nio lógico. Antes mesmo do nascimento, alguns desses estímulos já podem ser feitos na barriga da mãe, e, assim, haverá muita inteligência sendo desenvolvida em sua formação”, descreve o psicanalista Paulo Paiva.

Essa experiência facilita o potencial de interagir com o ambiente externo e adquirir informações fundamentais para a evolução e o crescimento. “Isso tudo ativa campos cerebrais que possi­bilitarão o desenvolvimento da inteligência. Lembrando que crianças que permanecem em um mesmo ambiente, onde não há diversidade, se tornam mais acomodadas. Para que se estimule a habilidade cognitiva, devem estar expostas a diferentes situações”, indica a mestra em psicologia Maura de Albanesi.

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FOTO: iStock.com/Getty Images

Contudo, engana-se quem pensa que os be­bês nascem como uma “folha em branco”, sem nenhum tipo de potencial. Segundo o neurologista Martin Portner, a inteligência é intrínseca ao ser humano, ou seja, nada é realizado de maneira aleatória. “Eles têm preferências. Essa é a conclusão obtida por meio de estudos que mapearam o intervalo de tempo que bebês olham para determinadas coisas e não para outras.

Acreditava-se, por exemplo, que eles tinham compreensão limitada de propriedades físicas, tais como a gravidade e o fato de os objetos serem sólidos”, acrescenta. Contudo, o neuro­logista também cita que pesquisas apontaram para uma capacidade de escolha dos pequenos, o que os tornam seres inteligentes (capacidade que é potencializada conforme os aprendizados do dia a dia).

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Texto: Vitor Manfio/Colaborador – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Entrevistas: Augusto Biason e Vitor Manfio/Colaboradores – Consultoria: Martin Portner, neurologista e mestre em neurociência pela Universidade de Oxford, na Inglaterra; Maura de Albanesi, mestra em psicologia; Paulo Paiva, psicanalista