ESTILO DE VIDA

Inteligência: todos têm uma “configuração” diferente

O cérebro faz bilhões de conexões entre os neurônios. E isso faz com que cada indivíduo tenha atividades cerebrais diferentes, incluindo a inteligência

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FOTO: Istock.Com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 05/09/2016 às 19:16
Atualizado às 20:58

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Falar sobre o ser humano, certamente, é entender sobre diferenças. Em algum momento da sua vida, provavelmente, você já ouviu aquela frase: “cada um é cada um”, ou seja, não há pessoas totalmente iguais. Quando o assunto é o nosso cérebro e as ligações que ocorrem praticamente o tempo todo pelos cerca de 80 bilhões de neurônios, não poderia ser diferente. “Há indivíduos mais inteligentes dependendo de onde estão inseridos. Além disso, existem várias formas de se expressar a inteligência”, comenta o neurologista Martin Portner.

No entanto, isso não quer dizer que existam as classificações de gênios e pessoas com limitações cognitivas (ou ignorantes). Na verdade, diversos fatores podem influenciar no processo de desenvolvimento da inteligência, desde questões genéticas até o próprio ambiente.

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FOTO: Istock.Com/Getty Images

“Isso depende muito de como a pessoa foi estimulada durante a infância e das oportunidades que ela teve de poder usar todo o seu aparato cognitivo e emocional. Além disso, pode ter relação com a educação ou ser algo natural, isto é, que a acompanha desde o nascimento”, elenca a mestra em psicologia Maura de Albanesi.

Essa definição de que alguém é mais inteligente do que outro se torna ainda mais complexa por conta dos diversos tipos de habilidade cognitiva. Ao levá-los em consideração, nota-se que algumas pessoas têm mais facilidade em certas áreas, mas levam desvantagem em outras.

Então, essa temática divide opiniões de profissionais ligados a essa área, já que a diferença de capacidade pode ser interpretada de maneiras distintas. “Todos nós temos um nível de inteligência, uns com mais e outros com menos, devido a fatores como educação, o que foi desenvolvido, esperado e incentivado. Por isso, é fundamental que haja incentivos e reconhecimento do potencial criativo para que a inteligência seja estimulada”, conclui Maura.

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Texto: Vitor Manfio/Colaborador – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Entrevistas: Augusto Biason e Vitor Manfio/Colaboradores e Victor Santos – Consultorias: Martin Portner, neurologista e mestre em neurociência pela Universidade de Oxford, na Inglaterra; Maura de Albanesi, mestra em psicologia