Você sabe o que é infarto? Conheça as causas e os tratamentos da doença

Saiba tudo sobre o infarto, doença caracterizada pela interrupção do fluxo sanguíneo natural no coração e que pode ser fatal

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A doença tem afetado várias faixas etárias Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 18/05/2017 às 07:53
Atualizado às 13:52

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Também conhecida como infarto agudo do miocárdio ou ataque cardíaco, ela é uma das doenças que mais preocupam. E não é para menos: se o paciente com infarto não for socorrido a tempo, os danos podem se tornar fatais. O infarto acontece da seguinte maneira: o coração bombeia o sangue naturalmente, processo que leva consigo nutrientes e oxigênio por todo o corpo. Entretanto, esse processo natural pode ser interrompido quando o caminho se encontra bloqueado.

As artérias coronárias, ou seja, aquelas que levam o oxigênio para o bom funcionamento do coração, podem ser obstruídas por um coágulo sanguíneo, que vem acompanhado de um ateroma: uma placa de gordura, que sofre uma espécie de ruptura. Com isso, inicia-se uma corrida contra o tempo: quanto maior o período demorado para o socorro, maiores são as chances de que essa região do coração sofra danos permanentes. Os espasmos das artérias coronárias também são responsáveis pelo desenvolvimento de infartos, já que esse processo pode acabar interrompendo o fluxo sanguíneo.

Além disso, quando o fluxo sanguíneo que vai para o coração se encontra em níveis muito baixos, o transtorno também pode se manifestar. “O infarto é causado por fatores que levam à morte das células do coração. Dessa forma, qualquer agressão a esse órgão pode causar o problema”, explica o cardiologista da Clínica Dalcor, Luis Augusto Dallan.

A principal causa de infarto é a oclusão de uma artéria do coração, causando a falta de nutrientes e de oxigênio à célula cardíaca e, assim, resultando no infarto. “Alguns dos fatores que levam a esse fechamento das artérias são a pressão alta, o excesso de colesterol no sangue, a predisposição genética, o estresse, o diabetes e o tabagismo. A prevenção do infarto deve ser feita a partir de hábitos de vida saudáveis, evitando-se o sedentarismo, tendo uma alimentação balanceada e tratando as outras doenças, nunca se esquecendo de que o cigarro deve ser eliminado”, completa.

Pressão alta, colesterol e estresse são alguns dos fatores de risco | Foto: Divulgação

Identificando o infarto

O cardiologista e diretor da Angiocardio, Hélio Castello, listou os principais sintomas do infarto. Caso algum deles seja identificado, o ideal é buscar o socorro médico de maneira imediata. São eles:

  • Dor no peito, que pode ser em qualquer ponto acima do umbigo, sendo mais comum no meio do peito, irradiando para o lado esquerdo e braços. Geralmente é forte seguido de um aperto
  • Falta de ar, geralmente, de início súbito
  • Suor intenso
  • Palidez
  • Náuseas com ou sem vômitos
  • Tontura
  • Escurecimento visual, podendo levar ao desmaio

É importante lembrar também que esses sintomas podem ocorrer de maneiras diferentes de acordo com cada caso. “Cerca de 10% das pessoas apresentam infarto sem uma dor bem caracterizada, e isso ocorre principalmente em diabéticos”, completa o profissional. “Infarto é definido como uma obstrução da circulação que irriga o músculo do coração, que é tão intensa a ponto de causar a morte do músculo do coração”, Roberto Giraldez, cardiologista

Existe tratamento?

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que evitar os hábitos que desencadeiam o infarto colaboram não só para a saúde do coração, mas também de todo o organismo. Quando a situação já fugiu do controle, ou seja, o paciente já se encontra infartado, o primeiro passo é buscar o auxílio médico o mais rápido possível.

O cardiologista Roberto Giraldez, explica que o indivíduo que já teve um infarto tem que controlar os fatores de risco. “Tomar remédios para a pressão, o colesterol ou o diabetes (de acordo com a doença que tem), parar de fumar e obviamente aderir a hábitos saudáveis de vida, com alimentação balanceada e atividades físicas. É importante que a pessoa mude suas atitudes e tome os remédios corretamente também; não se pode fazer uma coisa ou outra isoladamente”, esclarece.

O “quase infarto”

Você sabia que algumas pessoas podem conviver com uma espécie de “infarto leve” sem perceber? É o caso do quase infarto, situação na qual o problema ainda não está completamente agravado, entretanto, o paciente sente uma dor no peito, que pode se estender ao pescoço e ao braço esquerdo. “Existe o quase infarto. Muitas vezes o indivíduo tem uma obstrução, isso progride e causa uma deficiência de sangue no coração, mas não é suficiente para causar a morte das células do órgão, a necrose”, explica Giraldez. Portanto, prevenir é sempre a melhor opção. Caso falte fôlego na hora de subir as escadas e uma dor no peito passe a se manifestar após a prática de qualquer atividade, é de extrema importância fazer uma visita ao médico e realizar os exames necessários.

Texto: Paula Santana | Consultoria: Hélio Castelo, cardiologista e diretor do grupo Angiocardio; Luis Augusto Dallan, cardiologista da Clínica Dalcor; Roberto Giraldez, cardiologista do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP)

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