ESTILO DE VIDA

Saiba a importância da terapia infantil para as crianças

As práticas psicoterápicas são recomendadas em diferentes momentos da vida, inclusive na infância. Entenda os benefícios da terapia infantil

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Foto: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 26/07/2017 às 10:30
Atualizado às 10:41

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Por as crianças se tratar de um grupo diferenciado, emocionalmente diferente dos adultos, os métodos de terapia infantil não podem ser os mesmos. Foi por isso que, na década de 20, a psicanalista Melanie Klein passou a desenvolver a ludoterapia, ou técnica dos jogos, a mais utilizada em psicologia infantil.

A ludoterapia consiste em fazer com que a criança brinque, permitindo que ela se sinta mais livre para contar o que sente. “Brincar de situações, utilizando bonecos, jogos e brinquedos, em geral, é a forma da criança experimentar seu mundo e aprender mais sobre o mesmo. Na brincadeira, ansiedades e conflitos são muitas vezes elaborados e trazidos à tona com mais facilidade”, conta a psicoterapeuta Simone Rosa.

Outros materiais, como argila, tintas, papeis, massas de modelar e demais artigos que possam ser veículos de expressão também são utilizados. As manifestações por meio dos trabalhos manuais, como desenhos e esculturas, aliam-se muito bem ao tratamento terapêutico, pois é um meio onde a linguagem expressa será diretamente do seu pensamento. Cabe ao especialista a interpretação adequada. A partir disso, é possível direcionar a conversa com a criança para o que foi abordado.

Resultados da terapia infantil

Da mesma forma como em qualquer outra terapia, tanto os resultados como o tempo para obtê-los varia em cada situação. Apesar de ter métodos diferentes, todo tratamento psicológico é uma forma de se reencontrar consigo mesmo, embora a criança apresente suas peculiaridades.

Para se ter uma melhora crescente no comportamento, é preciso que os três pontos dessa relação busquem a convergência. Se os pais precisam conhecer a terapia e os anseios de seus filhos, os psicólogos também devem ter preceitos a serem seguidos. “O psicólogo precisa respeitar a criança, no sentido de não tratá-la como ‘objeto de estudo’. Deve fazer todo o possível para se aproximar com delicadeza e paciência, se interessando verdadeiramente por seu relato e formas de expressar sentimentos e vivências”, complementa Simone.

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Texto e entrevista: Fabio Toledo/Colaborador – Edição: Giovane Rocha

Consultoria: Simone Miranda Rosa, psicoterapeuta de crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias, especializada em gestalt terapia e constelação familiar