Pesquisas confirmam a importância do ômega-3 para a saúde cerebral

Se você ainda tem dúvidas a respeito da capacidade de o ômega-3 ser um aliado do cérebro, prepare-se para acabar com elas

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por Redação Alto Astral
Publicado em 30/11/2016 às 13:48
Atualizado às 12:50

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Se você ainda tem dúvidas a respeito da capacidade de o ômega-3 ser um aliado do cérebro, prepare-se para acabar com elas: segundo um estudo feito na Universidade de Pittsburgh (Estados Unidos), esse ácido graxo essencial pode melhorar a memória das pessoas que têm entre 18 e 25 anos de idade. As conclusões da pesquisa norteamericana apontaram que consumir, em média, 2g de ômega-3 ao dia durante seis meses melhora a memória de trabalho entre pessoas mais jovens. Apesar de os pesquisadores não conseguirem decifrar de que modo o ômega-3 age no cérebro para atingir esse resultado, os voluntários tiveram a memória de curto prazo favorecida, justamente o tipo relacionado ao armazenamento temporário e à manipulação de informações.

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Risco de psicose reduzido

Sabia que cerca de 1% da população mundial é afetada pela esquizofrenia? Essa doença surge, normalmente, ainda na adolescência, causando sintomas como mania de perseguição e isolamento social. E o que isso tem a ver com o ômega-3? É que o consumo desse nutriente é capaz de prevenir esse distúrbio mental. Um estudo realizado por um grupo de psiquiatras coordenados por Paul Amminger, da Universidade de Viena (Áustria), avaliou mais de 80 pessoas entre 13 e 25 anos que apresentavam leves sintomas psicóticos ou tinham predisposição familiar para desenvolver a patologia. Ao longo de 12 semanas, metade dos voluntários ingeriram diariamente 1,2g de óleo de peixe (substância que contém grande porcentagem de ômega-3), enquanto os outros indivíduos receberam apenas placebo. No ano seguinte, entre os participantes do grupo-controle, 11 desenvolveram psicose completa e, do outro, apenas 2 apresentaram a doença. Com isso, os cientistas demonstraram que os ácidos graxos têm propriedades que protegem as membranas das células neurais.

Texto: Larissa Tomazini

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