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Ibuprofeno e o diclofenaco contribuem para o infarto, diz estudo

Um estudo publicado pela revista European Heart Journal comprova que ibuprofeno e diclofenaco aumentam a chance de parada cardíaca. Entenda

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Foto: Reprodução/Cultura Mix

por Redação Alto Astral
Publicado em 29/03/2017 às 17:27
Atualizado às 13:40

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Em todas as farmácias que você for, provavelmente vai poder comprar sem receita qualquer anti-inflamatório não-esteroide, como por exemplo o ibuprofeno e o diclofenaco. Um estudo publicado pela revista científica European Heart Journal e disseminado no Brasil pelo portal de notícias UOL comprova que este tipo de remédio não-esteroide (AINEs) está ligado ao aumento das chances de desenvolver paradas cardíacas.

Dados da pesquisa sobre ibuprofeno e diclofenaco

De acordo com os cientistas que estão no comando desta pesquisa, o consumo do ibuprofeno aumenta para mais de 30% o risco do indivíduo sofrer um ataque cardíaco, enquanto outros medicamentos que fazem parte do grupo AINEs, oferecem até 50% de chance de promover esta enfermidade.

O estudo, realizado por pesquisadores da Dinamarca, foi baseado em todos os ataques cardíacos que tiveram registro no país entre o período de 2001 a 2010. Dessa forma, foi descoberto que 28.947 pessoas tiveram parada cardíaca longe do hospital, das quais 3.376 haviam ingerido algum tipo de remédio não-esteroide.

ibuprofeno

O  ibuprofeno aumenta para mais de 30% o risco de sofrer um ataque cardíaco, enquanto o diclofenaco oferece até 50% de chance.  Foto: kerchak.com

Como explicação científica, os autores da pesquisa afirmaram que o problema é causado graças a formação de coágulos, que gera, por sua vez, o estreitamento das artérias e o aumento da retenção de líquidos. Como consequência de todo este processo ocorre a pressão sanguínea e o infarto.

Dentre os AINEs mais seguros para os autores da obra, o Naproxeno é o mais indicado para a ingestão, com o limite de 500 miligramas por dia. Já o diclofenaco é o menos indicado, já que há uma série de anti-inflamatórios que oferecem os mesmos benefícios que ele sem apresentar o risco de desenvolver a parada cardíaca.

É importante lembrar que as bulas apontam para as contraindicações causadas pelos medicamentos, como é o caso do ibuprofeno: “dados epidemiológicos sugerem que o uso de ibuprofeno, particularmente na dose mais alta (2400 mg diariamente) e em tratamento de longa duração, pode estar associado a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos (trombose) com infarto do miocárdio ou derrame” .

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