ESTILO DE VIDA

Hipocondria: quando a preocupação vira uma doença!

Quem sofre de hipocondrismo (preocupação exagerada com a saúde) pode sofrer de várias doenças exatamente por causa desse medo de ficar doente. Entenda!

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Foto iStock.com/getty images

por Redação Alto Astral
Publicado em 03/04/2017 às 11:56
Atualizado às 13:40

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Se preocupar demais com a saúde (hipocondria) pode acabar sendo algo ruim, segundo estudo publicado na revista científica BMJ open. Pessoas, excessivamente preocupadas com a saúde tendem a desenvolver doenças cardíacas. A “ansiedade de saúde” ou hipocondria é um mal que afeta cerca de 1% a 2% da população. Para saber se a saúde dessas pessoas é melhor ou pior do que o restante da população, pesquisadores da Noruega analisaram dados de saúde de 7.052 pessoas participantes de um grande estudo realizado pela Universidade de Bergen.

Médico, medindo pressão de paciente

Se preocupar demais pode significar desenvolver doenças Foto iStock.com/getty images

Além dos dados já existentes, coletados ao longo de 13 anos, os pesquisadores analisaram a saúde e os níveis de ansiedade dos participantes em relação à sua saúde. Os resultados mostraram que 3,3% dos participantes tiveram um ataque cardíaco. Embora seja pouco, os autores concluíram que o número de pessoas com ansiedade de saúde neste grupo era o dobro daquelas sem o problema. Aqueles com altos níveis de hipocondria corriam um risco 70% maior de desenvolver doença cardíaca.

pessoa no psicólogo

A pesquisa não conseguiu estabelecer uma causa do problema com doenças no coração Foto Istock.com/Getty images

Como a pesquisa foi apenas observacional e não avaliou a causalidade, não é possível dizer por que a ansiedade de saúde está associada a um risco maior de doença cardíaca. As hipóteses são: os hipocondríacos podem sentir alguns dos primeiros sintomas que eventualmente irão se transformar em uma doença ou o excesso de preocupação poderia desencadear problemas cardíacos.“O stress nos faz secretar cortisol, hormônio que no curto prazo nos energiza, mas a longo prazo e em altas doses, pode ter efeito corrosivo em vários órgãos e aumentar, por exemplo, a aterosclerose, que é um fator de risco para doença cardíaca”, explicou Ian Robertson, autor do livro The Stress Test (O Teste do Stress). 
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