Hiperatividade: entenda a doença que afeta Cléo Pires e conheça o tratamento

A atriz Cleo Pires recentemente falou sobre seu transtorno de hiperatividade e vício em adrenalina. Entenda a doença e possíveis tratamentos.

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Fonte: João Miguel Júnior/ GShow

por Redação Alto Astral
Publicado em 01/06/2016 às 13:43
Atualizado às 21:03

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A atriz Cléo Pires, que estreou ontem (01/06) na novela “Haja Coração”, confessou em entrevista para Patrícia Kogut, do jornal O Globo, que é muito parecida com sua personagem Tamara,pois também já foi adepta de esportes radicais.  Porém, o motivo foi outro: diagnosticada com hiperatividade, Cléo é viciada em adrenalina. Ela também afirmou que a maturidade a ajudou a lidar melhor com a doença.

Cléo Pires fala sobre transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

Fonte: João Miguel Júnior/ GShow

Conheça o TDAH

O TDAH, ou Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, é tido como um problema que atinge apenas crianças, mas não é! Adultos também podem sofrer com isso, com as mesmas consequências.

É na infância que o TDAH é mais facilmente notado, uma vez que o transtorno é uma verdadeira barreira para o aprendizado. No entanto, depois da adolescência, os sintomas de inquietude ou hiperatividade costumam ser atenuados, prevalecendo a falta de atenção.

De fato, é normal para qualquer ser humano ter momentos de distração ou cometer algum esquecimento imperdoável, assim como algumas pessoas são mais agitadas e outras mais tranquilas. O problema é quando esses comportamentos começam a se tornar obstáculos sérios à vida prática e ao relacionamento social do indivíduo.

Cléo Pires fala sobre transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

Fonte: Reprodução/ Divulgação

Quando os lapsos de memória ou a impulsividade passam a interferir nas relações, nos estudos ou na vida profissional, é o ponto de partida para uma investigação se a pessoa possui ou não TDAH, que pode estar presente em 4% dos adultos, de acordo com estudos.

É quase impossível que o TDAH seja desenvolvido já na idade adulta: o problema começa na infância (em geral a partir dos 7 anos de idade) e acompanha a pessoa. No entanto, em alguns casos, não é notado até que os prejuízos sejam muito grandes, como a perda de um emprego ou a dificuldade contínua de se relacionar amorosamente.

Cléo Pires fala sobre transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

Fonte: IStock/Reprodução

Veja quais são os principais sintomas:

  • Dificuldade frequente para manter a atenção em tarefas comuns do dia a dia;
  • Em várias situações, a pessoa parece não ouvir o que os outros falam, dando a impressão de estar no mundo da lua;
  • Não conseguir organizar as atividades, estar sempre atrasado ou se esquecer de algo essencial para realizar alguma tarefa (agendas, relatórios, livros, etc.);
  • Estar frequentemente irrequieto, sem paciência;
  • Perder o foco no que está fazendo o tempo todo, por qualquer estímulo externo;
  • Sempre necessitar de um empurrão para começar algo;
  • Nunca conseguir terminar um trabalho a contento, pois perde o interesse no que faz muito rapidamente;
  • Ter problemas sérios de memorização, seja de datas ou mesmo de coisas mais simples, como ir ao supermercado e não se lembrar do que iria comprar, ou uma tarefa doméstica que deveria realizar.

*É importante frisar que esses sintomas devem ser associados à possibilidade de TDAH apenas se forem realmente muito frequentes. 

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Causas

Apesar de ser um fenômeno psíquico bastante estudado, não há um consenso da ciência sobre as causas do TDAH. Os indícios de que se trata de um problema hereditário são fortes, pois a probabilidade de uma criança ter o transtorno caso os pais o tenham é oito vezes maior. Mas outros estudos indicam que o mais provável é que hajam componentes genéticos e ambientais na raiz de tudo. Portanto, tem origem biológica no cérebro, o que reforça ser imprescindível procurar tratamento especializado.

Tratamento

Antes de tudo é preciso ter em mente que esse e outros problemas de ordem psíquica só podem ser diagnosticados e tratados por um neurologista, psiquiatra ou psicólogo. Apesar dos sintomas serem parecidos em todas as pessoas com TDAH, cada caso tem suas peculiaridades. Em geral, recomenda-se uma combinação de psicoterapia e medicamentos. Há uma grande controvérsia em relação ao uso de remédios, mas quando tomados com acompanhamento médico, eles podem trazer benefícios, com riscos mínimos e resultados mais promissores.

Dicas para quem sofre com o TDAH

Existem alguns truques para atenuar os sintomas e conviver melhor com o TDAH:

  • É importante manter uma agenda, de preferência eletrônica e que soe um alarme alertando para as tarefas e compromissos. Se for de papel, consulte-a com frequência durante o dia. Na agenda devem constar desde compromissos muito importantes até os mais corriqueiros. Jamais adie algo que pode ser feito na hora. Para quem tem TDAH isso pode ser difícil, pois os adiamentos acabam não sendo cumpridos.
  • Reserve um período do dia para atividades físicas e procure variar os exercícios (natação em um dia, corrida no outro, andar de bicicleta, etc.). Isso estimula o cérebro e evita enjoar das práticas. Dormir o suficiente todas as noites é imprescindível. Em geral, 7 ou 8 horas de sono bastam.
  • Faça um esforço para manter documentos e papéis organizados e reunidos em um só lugar, assim evitará perdê-los.

Texto: David Cintra/Carolina Freire

Fontes:  livro No Mundo da Lua (editora Paulo Mattos), Associação Brasileira de Déficit de Atenção (www.abdatdah.org) e Associação Brasileira de Psiquiatria (www.abpcomunidade.org.br

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