Conheça os micro-organismos necessários para uma gravidez saudável

Os probióticos são micro-organismos que auxiliam numa gravidez saudável, eles facilitam a absorção de nutrientes e são benéficos para o intestino

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A alimentação é fundamental para manter uma gravidez saudável. Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 05/06/2017 às 17:00
Atualizado às 17:00

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Desde cedo, aprendemos a lavar bem as mãos e não levar qualquer coisa à boca. Não só por higiene e bons hábitos, mas porque essas lições têm relação com o pavor dos micróbios ou germes – como as mães gostam de dizer. No entanto, a ciência tem demonstrado que, além dos micro-organismos causadores de doenças, também existem tipos benéficos. Essas bactérias do bem estão presentes em alguns alimentos considerados probióticos, ou seja, que fazem bem ao intestino. Os principais representantes são os iogurtes e os leites fermentados. De acordo com a nutricionista funcional Patrícia Davidson, esses micro-organismos são preciosos para mulheres na fase de gravidez, pois regulam a imunidade de mães e bebês e combatem a obesidade em ambos.

Por que são bons?

Os probióticos facilitam a absorção de vitaminas do complexo B, aminoácidos, cálcio e ferro. Mas o grande diferencial desses “bichinhos” está em favorecer a proliferação de boas bactérias, que combatem os micro-organismos indesejáveis ao corpo humano.

No início da gravidez

Durante o processo de gestação, os probióticos podem fazer grande diferença. É o que pesquisas recentes têm demonstrado. Cerca de 15 a 20% das mulheres correm risco de sofrer aborto espontâneo nos primeiros três meses de gravidez. As causas, geralmente, estão associadas ao estresse e à obesidade. Os micro-organismos são auxiliares eficientes na reversão desse quadro, pois aumentam a imunidade orgânica e facilitam o controle do peso, garantindo menores percentuais de gordura, especialmente na região abdominal. Grávidas que ingerem alimentos com probióticos têm menos chances de desenvolver problemas como diabetes gestacional, lenta absorção de nutrientes, riscos de pré-eclampsia (pressão alta na gravidez), constipação e dificuldade para reduzir o peso após o parto – causada, especialmente, pelas alterações na microbiota intestinal (ecossistema bacteriano natural do intestino humano).

Os probióticos são encontrados principalmente nos iogurtes.

Os probióticos são encontrados principalmente nos iogurtes. FOTO: iStock.com/Getty images

Evite a prematuridade

Passados os riscos de aborto, a preocupação está em evitar os partos prematuros, aqueles que acontecem antes de 37ª semana de gestação e que chegam a 10% no Brasil. Geralmente, a antecipação de partos está relacionada à evolução de vaginose bacteriana ou de algum processo infeccioso, bastante comuns nessa fase da gravidez. “Os micro-organismos são recomendados para prevenir esse tipo de infecção, pois evitam que bactérias ruins cheguem à bexiga”, explica Patrícia.

De mãe para filho

Através do cordão umbilical e da amamentação, gestantes que consomem probióticos repassam aos seus bebês os benefícios do alimento. Com menor risco de nascerem com excesso de peso, as crianças acabam diminuindo os riscos de obesidade durante os dois primeiros anos de vida. Embora a principal imunização humana ocorra no instante do nascimento, através da ingestão de micro-organismos e prévia colonização bacteriana, a mãe protege o bebê de alergias e doenças futuras a partir do último trimestre da gravidez.

Na dose certa!

Apesar dos benefícios, a ingestão de probióticos por gestantes deve ser feita sob orientação de um especialista, que definirá as doses a serem ingeridas e o período de duração da terapia alimentar, conforme a tolerância de cada pessoa. A nutricionista Patrícia Davidson aconselha às mulheres que planejam engravidar que recorram aos probióticos logo no início, melhorando a flora intestinal e fortalecendo o sistema imunológico, uma vez que o organismo fica bastante vulnerável às infecções nessa fase da vida.

Texto: Redação Alto Astral | Consultoria: Patrícia Davidson, nutricionista funcional

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