Gravidez depois dos 40: quais os riscos e os benefícios?

Quais são os riscos e os benefícios de uma gravidez depois dos 40 anos? Descubra o que os especialistas dizem sobre o assunto!

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Caso vá recorrer a fertilização, é necessário estar ciente que as chances de sucesso diminuem após os 40 anos FOTO: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 29/03/2018 às 13:13
Atualizado às 11:29

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Com o aumento das mulheres no mercado de trabalho e a busca pela independência financeira, o projeto de maternidade é cada vez mais adiado. A mulher prioriza os estudos, carreira e estabilidade econômica antes de pensar em ter um bebê. Essa prática é saudável? Descubra as vantagens e desvantagens da gravidez depois dos 40 anos, conhecida como tardia.

Mulher moderna

Como as mulheres trabalham, estudam e se casam mais tarde, os planos de ter um filho são adiados. “Além disso, hoje temos um aumento no número de separações e de novas uniões, o que também provoca o adiamento da gravidez. Outro fator são os avanços tecnológicos dentro da reprodução assistida. A melhora da medicina também contribui para uma gravidez depois dos 40, já que as mulheres têm menos medo das complicações”, esclarece a obstetra Mariana Bignardi Halla.

Vantagens e desvantagens da gravidez depois dos 40 anos

Conforme fica mais velha, a mulher amadurece e muda sua visão sobre a maternidade. Por isso, “a gravidez aos 40 pode ser mais desejada e curtida, tanto pelo homem como pela mulher, já que ambos provavelmente conseguiram conquistar uma estabilidade financeira”, cita a médica.

Independentemente da idade, a gravidez precisa ser acompanhada por um especialista.

Independentemente da idade, a gravidez precisa ser acompanhada por um especialista. FOTO: iStock.com/Getty Images

Por outro lado, segundo a médica, “a mortalidade materna é duas vezes maior quando a mulher engravida após os 35 anos e cinco vezes maior após os 40 anos. Parto prematuro, descolamento de placenta, aborto precoce ou tardio e malformações genéticas são os principais problemas”. O aborto espontâneo ocorre devido ao aumento de distúrbios e alterações genéticas, já que os óvulos não têm a mesma qualidade.

“Esse risco chega a 25% nas mulheres entre 35 e 40 anos e a 51% nas mulheres com mais de 40 anos”, explica Mariana. Mulheres que engravidam depois dos 35 anos aumentam a chance de hospitalização pela elevação da pressão arterial, uma das maiores causas da mortalidade materna. O risco de diabetes também é maior com a idade.

Alternativas

Se você está nessa faixa etária e pretende ter um filho, uma solução é o congelamento de óvulos. Essa técnica assegura a melhor qualidade deles, pois ainda estão jovens. “Embora esse processo ainda seja caro, congelar os óvulos pode garantir o sonho de uma maternidade com saúde, tanto da mãe como do bebê”, comenta a médica.

Consultoria Mariana Bignardi Halla, obstetra

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