Gordura abdominal: como aliviar os pneuzinhos e ficar em dia com a saúde!

A gordura abdominal deixou de ser preocupação apenas estética. Ela é também o sinal de que o corpo pode não estar funcionando da maneira correta. Confira!

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Foto: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 17/05/2017 às 18:06
Atualizado às 12:16

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Quem está tentando perder peso ou definir a silhueta concorda: a barriga é uma das regiões mais difíceis de perder gordura. E vários fatores podem dificultar a queima de gordura abdominal, como susceptibilidade genética, alimentação, sedentarismo e alterações hormonais. “Ficar longos períodos sem comer, consumo frequente de alimentos de difícil digestão, pouca hidratação, excesso de gorduras saturadas, carboidratos refinados e produtos industrializados prejudicam o processo de redução da gordura”, acrescenta a nutricionista Luana Vasconcelos.

Gordura abdominal além da estética

Manter a circunferência abdominal nas medidas certas vai bem além de ser uma indicação apenas para quem se preocupa com a boa forma física. Isso porque o aumento da barriga é um importante fator de risco para doenças cardíacas, que matam 17 milhões de pessoas todos os anos no mundo. “Estudos indicam que uma perda de 10% no peso corporal pode proporcionar redução de até 30% na gordura da barriga. A medida da circunferência abdominal, feita com uma simples fita métrica, é considerada hoje, pelos especialistas, uma indicação mais precisa do que o índice de massa corpórea (IMC, calculado dividindo-se o peso pela altura ao quadrado)”, explica a cardiologista Isa Bragança, especialista em medicina do esporte. Uma cintura saudável, para mulheres, deve medir no máximo 80cm e, para homens, até 94cm. Acima desses números, já pode haver excesso de gordura e maior risco de desenvolver problemas como diabetes, colesterol alto e hipertensão. Para checar a circunferência, utilize uma fita mé- trica ao redor do abdome relaxado, na altura do umbigo. Outros exames podem ser feitos para conferir o percentual de gordura no organismo, como a bioimpedância, que avalia a composição corporal por meio de uma corrente elétrica indolor.

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Foto: Shutterstock.com

Hora de reduzir

Conhecidos os problemas que o excesso de gordura abdominal pode causar, é hora de rever os hábitos. “Foi-se o tempo que, para definir a perda de peso era simplesmente calcular quanto a pessoa necessita em calorias durante o dia e adequar sua alimentação com calorias a menos. Hoje, já sabemos que a restrição de alimentos e calorias faz com que o corpo fique programado para estocar”, diz Luana. Portanto, mais importante do que contar calorias é equilibrar a dieta, priorizando os alimentos naturais e reduzindo ao máximo os produtos processados. Para saber quanto e o que consumir no dia a dia, o ideal é consultar um nutricionista, profissional que pode, além de elaborar um cardápio personalizado, pedir exames para conferir como anda a saúde em geral. Tanto para emagrecer quanto para diminuir a barriga, oferecer nutrientes ao organismo é essencial. “É claro que os excessos podem contribuir para o aumento da gordura, porém, são as carências que não deixam a gordura já acumulada ser utilizada efetivamente, favorecendo uma utilização maior da massa magra como energia. Isso diminui o peso total na balança, mas sem uma redução efetiva da gordura corporal”, destaca a nutricionista. Alimentação certa nos horários adequados, combinada à prática de atividade física, é a melhor saída.

Falsa magra?

Quem está dentro do peso e concentra gordura só na barriga também deve se preocupar em manter hábitos saudáveis. É que a gordura do abdome é considerada a mais perigosa para a saúde, já que envolve os órgãos internos. Aquela localizada logo abaixo da pele, apesar de ser a mais difícil de desaparecer, não apresenta tantos riscos. Assim, dentro ou acima do peso, seguir uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos é fundamental.

Texto: Redação Alto Astral | Consultoria: Isa Bragança, cardiologista especialista em medicina do esporte; Luana Vasconcelos, nutricionista

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