ESTILO DE VIDA

Gestação depois dos 40: entenda os riscos e os cuidados para que ela aconteça sem problemas

Embora fique mais difícil engravidar depois dos 40 anos, muitas mulheres já provaram que é possível, sim, realizar o sonho de ser mãe cada vez mais madura!

None
As possibilidades de engravidar vão reduzindo com o avanço da idade. Mas não significa que não pode acontecer! FOTO: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 29/05/2017 às 15:00
Atualizado às 13:48

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

Você sabia que, apesar de ser arriscada, a gestação depois dos 40 anos vem crescendo nos últimos anos? De acordo com informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de mães com mais de 40 anos tem aumentado nos últimos anos. E não é difícil encontrar famosas que passaram por isso: Madonna, Celine Dion, Glória Pires, Suzy Rêgo e tantas outras. Mas, afinal, quais os riscos e vantagens dessa gestação?

Que é mais difícil engravidar?

À medida que a mulher vai ficando mais velha, a quantidade de óvulos disponível no organismo vai, naturalmente, diminuindo. “Ao nascer, a menina já perde 80% dos óvulos e, na puberdade, restam de 300 a 500 mil. Em 30 anos de vida reprodutiva, calcula-se que apenas 500 óvulos serão selecionados para serem ovulados. E, depois dos 35 anos, há uma queda importante tanto da quantidade, quanto da qualidade dos óvulos, impactando negativamente as chances de gravidez”, afirma o ginecologista Renato de Oliveira, responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis.

mulher grávida

Independentemente da idade, a mulher precisa tomar todos os cuidados necessários para uma gravidez tranquila. FOTO: Shutterstock

A ‘melhor’ idade

Aos 20 e poucos anos, é possível afirmar que a vantagem de engravidar diz respeito à saúde, já que as chances de surgirem doenças (como diabetes gestacional) são menores nesta fase. Contudo, por volta dos 30 anos, é mais prático ficar grávida. “Ainda que os óvulos sejam um pouco mais velhos, a estabilidade financeira e emocional faz com que a mulher aproveite e curta muito mais a maternidade, influenciando no bem-estar, tanto dela quanto do bebê”, esclarece Renato.

Depois dos 35 anos, os especialistas acreditam que a gestação apresenta riscos à mulher e ao bebê. Além disso, também alertam para a queda significativa da fertilidade feminina, isto é, conforme já explicado, a probabilidade de engravidar fica menor quando a mulher é mais velha.

Quais os riscos?

Quando a gestação ocorre em uma idade avançada, é possível que existam algumas consequências, tais como:
• Maior possibilidade de aborto (principalmente devido à doenças genéticas e gestacionais e diabetes)
• A criança nascer com baixo peso
• Parto prematuro
• Desenvolvimento de diabetes tipo 1 ou de hipertensão na criança

mulher grávida

O preparo psicológico é tão importante quanto o físico. FOTO: Reprodução/Pexels

Estimulando a gravidez

Conforme a idade aumenta, as possibilidades de engravidar vão reduzindo. Mesmo assim, não é impossível que aconteça a gestação e, no caso de mulheres que desejam muito ficar grávidas, existem maneiras de facilitar e estimular a gravidez. “As opções disponíveis devem ser expostas para estas pacientes. Primeiramente, deve-se avaliar o estado de saúde dela e estimar as possibilidades de resposta folicular com a estimulação ovariana controlada. Apesar de as chances serem menores, se a paciente estiver ciente dos riscos e possibilidades, pode-se realizar técnicas de reprodução assistida visando a obtenção da gravidez”, explica Renato.

Além disso, segundo o profissional, para as pacientes que já possuem limitação aos tratamentos, há a possibilidade de ovodoação, na qual os oócitos anonimamente doados são utilizados. Em relação às mulheres que desejam adiar a gravidez, independentemente do motivo, pode-se oferecer a preservação da fertilidade. “Neste processo, ocorre o congelamento dos próprios oócitos pela técnica de vitrificação e as suas características, mesmo após o descongelamento, são preservadas”, acrescenta o ginecologista.

O lado bom!

Apesar de todos os riscos envolvidos em uma gravidez tardia, é possível encontrar vantagens, pois, normalmente, ela é muito planejada. “Isso resulta em uma criança que receberá um maior suporte afetivo, além da mãe renovar suas expectativas com a sua vida. Deve-se ressaltar que, por conta da maturidade, a mulher se considera mais preparada para receber um filho”, finaliza Renato.

Texto: Redação Alto Astral | Consultoria: Renato de Oliveira, ginecologista

LEIA TAMBÉM