Sabia que existe um gene que protege o embrião do diabetes?

Um estudo recente descobriu a existência de um gene responsável por manter o diabetes longe da embrião durante a gravidez. Confira!

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Foto Istock.com/Getty images

por Redação Alto Astral
Publicado em 06/04/2017 às 08:14
Atualizado às 13:41

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Pesquisa realizada pelo Instituto de Investigações Biomédicas Alberto Sols (CSIC-Universidade Autônoma de Madri) descobriu um gene, o Alx3 presente nos embriões durante o desenvolvimento intrauterino que protege o feto das más-formações causadas pelo diabetes da mãe. De acordo com o diretor do estudo Mario Vallejo, o diabetes materno durante a gestação representa um risco “muito grande” para a aparição de más-formações no desenvolvimento embrionário e fetal.

Mulher, grávida, exame de diabetes

O diabetes durante a gestação pode causar má-formação no feto. Foto Istock.com/Getty images

A glicose no sangue da mãe faz com que os radicais livres sejam produzidos em excesso nas células do embrião, o que consequentemente causa morte celular. Utilizando um modelo de diabetes materno em ratos, os pesquisadores descobriram que ao detectar quantidades de glicose alta no sangue da mãe, a Alx3 se ativa nas células embrionárias durante o desenvolvimento intrauterino.

O gene Alx3 pode ajudar na prevenção do diabetes no embrião

O gene Alx3 pode ajudar na prevenção do diabetes no embrião Foto Shutterstock.com

Com isso, segundo Vallejo, se inicia a síntese de uma proteína reguladora codificada por este gene, cujo papel é estimular a atividade de um conjunto de genes diferentes, responsáveis pela produção de enzimas que eliminam os radicais livres. Os pesquisadores demonstraram que o Alx3 é uma peça fundamental para a defesa das células embrionárias contra o prejuízo produzido pelo estresse oxidativo gerado pela hiperglicemia de origem materna.

 DIABETES GESTACIONAL: UM CASO DIFERENTE

Não confunda: o diabetes que surge na gestação é um caso diferente de quando a mulher já era diabética ao engravidar. “Diabetes gestacional é uma situação em que o aumento do açúcar no sangue aparece ou é diagnosticado pela primeira vez na gravidez, podendo persistir ou não após o parto. Ocorre em aproximadamente 7% das gestantes”, explica a endocrinologista Carolina Alves Cabizuca. Para detectar o problema, é necessário medir a glicemia em jejum logo na primeira consulta pré-natal. Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento se inicia com orientação alimentar, que permita ganho de peso adequado.
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