Games melhoram o raciocínio e a criatividade infantil

A neurociência já provou que os games beneficiam o desenvolvimento das crianças. Além disso, o altruísmo delas também pode ser trabalhado com videogames

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FOTO: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 21/09/2016 às 19:01
Atualizado às 13:21

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De acordo com a psicóloga Carla Ribeiro, pesquisas recentes mostraram que jogar videogame diariamente, por pouco tempo, pode trazer benefícios como o aperfeiçoamento da visão espacial, maior agilidade no raciocínio e a melhora da criatividade. Isso porque esses games fazem o jogador procurar novas maneiras de resolver um problema.

Carla explica que “é possível melhorar o raciocínio lógico, por meio das regras para se estabelecer cada etapa do jogo; e a capacidade de concentração, pelo indivíduo conseguir fixar objetivos de como vencer”.

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Ao solucionar os desafios, os jogadores (sejam crianças ou idosos) treinam suas habilidades de tentativa e erro, além de serem motivados a realizar um esforço – e persistir – para resolverem os problemas que surgem a todo momento. Os games de estratégia, por exemplo, exigem um planejamento maior de suas ações, enquanto os de ação solicitam que o gamer tenha agilidade e se adapte rápido às diferentes locações. Além desses benefícios, pesquisadores estudam outras formas de provar como os videogames podem ajudar no funcionamento do nosso cérebro.

Games também desenvolvem o altruísmo

Cinco mil crianças e adolescentes, entre dez e 15 anos de idade, foram avaliados por cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido. A pesquisa provou que jovens que jogam pelo menos uma hora por dia lidam melhor com o meio social, tendem a ser mais altruístas, resolvem facilmente problemas emocionais e apresentam um número menor de desvios de conduta.
Dentre as crianças avaliadas, 75% jogavam videogame todos os dias. Os pesquisadores solicitaram que elas quantificassem quanto tempo passavam jogando e descrevessem seus relacionamentos com amigos, se possuíam falta de atenção, estavam satisfeitos com a vida, entre outros questionamentos. Porém, o estudo também concluiu que pessoas que passam mais de três horas jogando tendem a ter dificuldades para expressar seus problemas pessoais e não se sentem tão satisfeitas com a vida. Então, fica o aviso: nada de ficar grudado na tela por muito tempo, ok?

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Texto e entrevista: Érica Aguiar – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultoria: Carla Ribeiro, psicóloga

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