ESTILO DE VIDA

Gambiarra: o “jeitinho brasileiro” desenvolve a criatividade

O famoso jeitinho brasileiro de resolver os problemas pode ser bem útil à vezes. Mas é importante ter em mente que a gambiarra é uma solução temporária

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FOTO: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 17/08/2016 às 19:16
Atualizado às 21:00

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Sabe aquele momento que você precisa de algo, mas não tem o objeto nem o dinheiro para comprá-lo? Então, você junta o que encontrar em casa e que sirva para montar algo semelhante ao de sua necessidade. Até aí, tudo bem… Mas a solução de última hora deu certo e você nem se preocupa em substituí-la? A famosa gambiarra pode ser útil e um sinal de criatividade, porém, lembre-se que ela é apenas uma medida provisória!

“Essa é aquela que podemos considerar como a parte menos elaborada do processo criativo. Ela visa atender uma necessidade imediata, com utilização de pouca matéria-prima e tempo. A gambiarra se justificaria muito bem em ocasiões que realmente teríamos privação absoluta de recursos”, afirma o neurocientista Ricardo Machado.

crianças brincando - gambiarra

FOTO: Shutterstock Images

O especialista assinala que esse processo é uma importante ferramenta de aprendizado e adaptação para o cérebro, pois não se pode pular etapas e pensar em coisas mais elaboradas sem antes se aventurar em coisas menos sofisticadas. Por isso, com esse “jeitinho”, a pessoa vai começando a se aventurar no mundo da criatividade.

Na mesma linha de pensamento, a pedagoga Sônia Cunha enfatiza que essa é uma etapa importante para o desenvolvimento criativo do indivíduo. “A gambiarra é uma combinação inusitada de elementos objetivando a resolução de uma demanda. Ela pode ser considerada criativa porque o indivíduo vai em busca de uma solução para resolver determinada situação”, complementa.

Mas fica o aviso: “É claro que os produtos obtidos por meio das gambiarras são provisórios e que devem ser substituídos por situações definitivas tão logo quanto possível”, pontua Ricardo.

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Texto e entrevistas: Vitor Manfio/Colaborador – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultorias: Ricardo Borges Machado, neurocientista, professor e pesquisador do Grupo de Pesquisa em Psicossomática da Universidade Ibirapuera, em São Paulo (SP);  Sônia Cunha, pedagoga e especialista em criatividade da rede de escolas SUPERA – Ginástica para o Cérebro