ESTILO DE VIDA

Fluxo intenso: entenda o que é e quais as soluções para o problema

A rotina estressante acaba desregulando o ciclo menstrual, mulheres acima dos 30 anos podem sofrer com a menorragia, conhecida também como fluxo intenso

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O fluxo intenso é um incomodo para muitas mulheres. FOTO: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 31/12/2017 às 17:00
Atualizado às 16:49

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Depois dos 30 anos, o corpo feminino passa por uma série de transformações, como a perda de massa muscular e a queda na produção de hormônios. “A vida moderna faz com que a mulher, especialmente após essa idade, não tenha ciclos hormonais ideais, seja por estresse, ansiedade ou alteração de peso, influenciando os hormônios sexuais. Daí ocorre a deficiência luteínica (diminuição da produção do hormônio progesterona), podendo levar ao fluxo intenso (menorragia)”, explica a ginecologista Célia Regina da Silva.

Caracterizada pelo fluxo intenso, a menorragia envolve perdas sanguíneas cíclicas (todo mês), superiores a 80ml, ou cerca de 6 colheres (sopa). Em um ciclo menstrual normal, a perda de sangue média é de 40ml. O forte sangramento pode causar desconfortos físicos e emocionais e até problemas de saúde, mas tem tratamento. Por isso, o ideal é consultar um ginecologista pelo menos uma vez por ano ou sempre que surgirem sintomas.

Dentre os tratamentos está o consumo de anticoncepcionais. FOTO: Shutterstock

Dentre os tratamentos está o consumo de anticoncepcionais. FOTO: Shutterstock

O que é fluxo intenso?

A menstruação normal já é capaz de incomodar muitas mulheres, causando cólicas e inchaço. Imagine, então, quando o sangramento é descontrolado: interfere muito mais na qualidade de vida. “A menorragia pode causar fraqueza e falta de disposição, prejudicando as atividades ocupacionais (de trabalho), sexuais e sociais (lazer). Ainda pode provocar anemia e, em casos extremos, haver necessidade de transfusão sanguínea para corrigir uma perda súbita e volumosa de sangue”, explica a ginecologista.

Na maioria das vezes, esse descontrole não tem causa aparente, mas pode estar relacionado ao hipotireoidismo (baixa produção de hormônios pela glândula tireoide) e outras disfunções hormonais, ou pode ter fundo genético, como desordens na coagulação sanguínea. “Apesar de benigna, a menorragia precisa ser diferenciada de condições clínicas mais sérias, como o câncer de colo de útero, que também pode causar sangramentos. Por isso, a consulta com um ginecologista é fundamental”, alerta Célia.

Faça uma visita a ginecologista pelo menos uma vez por ano. FOTO: iStock.com/Getty Images

Faça uma visita a ginecologista pelo menos uma vez por ano. FOTO: iStock.com/Getty Images

Livre-se desse problema

Meninas no início da menstruação e mulheres na pré-menopausa também podem apresentar o fluxo intenso. Porém, independente da idade, ninguém precisa ficar sofrendo com o problema. “Existem vários tratamentos medicamentosos ou cirúrgicos – estes devem ser a última alternativa, pois envolvem procedimentos como a histerectomia (retirada do útero) e ablação do endométrio (remoção da camada interna que reveste o útero)”, comenta a ginecologista.

A histerectomia pode ser evitada e a ablação do endométrio só é realizada se a paciente não responder bem aos tratamentos medicamentosos. “Podem ser hormonais ou não-hormonais, que preservam a fertilidade (a mulher não fica impedida de engravidar durante o tratamento) e são administrados apenas durante a menstruação”, explica Célia.

Os medicamentos hormonais envolvem as pílulas anticoncepcionais à base de estrogênio e progesterona e o DIU de progesterona (que é inserido pelo médico e deve ser substituído a cada 5 anos).  “Em casos em que a menorragia está associada ao hipotireoidismo e a distúrbios de coagulação, a reposição de tiroxina ou de fatores de coagulação, respectivamente, são necessários”, complementa Célia.

Texto: Marisa Sei | Consultoria: Célia Regina da Silva, ginecologista

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